Pelo sexto ano seguido, Curitiba não terá o título da Taça Paraná


A 52ª edição da Taça Paraná teve no domingo (3) o final da primeira fase e mais uma vez, como nos últimos seis anos, não terá nenhum clube da capital paranaense como campeã. Nova Orleans e Nacional não fizeram o suficiente para se classificar entre os dois melhores de cada grupo. Agora as duas equipes irão se preparar para o segundo semestre, que terá a Suburbana, o mais tradicional certame de futebol amador. Confira a trajetória das duas equipes na Taça Paraná de 2015:

Por Rafael Buiar

A última conquista de um clube da cidade de Curitiba na Taça Paraná aconteceu em 2009, com o escrete do Urano. Fato que coloca em dúvida em que as outras ligas estão mais forte que a de Curitiba ou até que os clubes da capital paranaense não estão interessados com o campeonato do primeiro semestre. Pois é, esses são alguns dos argumentos que alimentam ainda mais esse assunto. Enquanto isso, as cidades da região metropolitana de Curitiba (RMC) estão cada vez mais forte, em relação as conquistas da Taça Paraná.

Por exemplo, a cidade de Campo Largo está na frente com três conquistas na última década, entre 2011 a 2013, em relação a outras cidades. A sequência foi travada pelo atual campeão, que também é da RMC, o Bandeirantes de Colombo e que neste ano é um dos cotados a ser campeão deste certame.
 

O escrete do Nova Orleans disputou apenas sete jogos na primeira fase, já que na última rodada o UNO e o Bola de Ouro entraram em comum acordo com a Federação Paranaense de Futebol (FPF) para não acontecer a partida, pois as duas equipes não tinham chances de classificação.

O primeiro turno para o verdão da zona oeste até que foi como o planejado, mesmo com duas derrotas e duas vitórias. Os dois revés foram diante os líderes do grupo A. A primeira aconteceu na estreia diante o time de São José dos Pinhais, Jardim Alegria, no placar de 3 a 1. Já a segunda derrota foi diante o escrete do Bandeirantes, em 2 a 1. Com isso, o time somou duas vitórias em casa e duas derrotas fora. Números que foram totalmente diferente ao do segundo turno, pois o escrete do Nova Orleans não conseguiu vencer ninguém. Jardim Alegria e Bandeirantes venceram novamente a equipe alviverde, que ainda teve um empate diante o Engenho Velho.

Com isso, o time do Nova Orleans somou 7 pontos em 8 jogos, sendo que foram duas vitórias, um empate e quatro derrotas. A equipe alviverde fez 10 gols e sofreu 14, tendo um saldo - 4. Em porcetagem, a campanha do atual campeão da Suburbana resume em 29 % de aproveitamento. Com esse resultado, o técnico Alexandre Oliveira, campeão em 2014, caiu duas rodadas antes do término da competição.

Já o time do Boqueirão, que teve chances de classificação até a última rodada, foi diferente em relação ao Nova Orleans. Primeiramente, o início do Nacional foi péssimo, já que nos dois primeiros embates perdeu para Fanático de 2 a 0 e 7 a 2 para o Grêmio Liquigás. Depois das duas derrotas, o Nacional conquistou as duas únicas vitórias no certame. Ainda no primeiro turno, o Nacional venceu o time de Guarapuava por 2 a 0. Na sequência, no segundo turno, o time do Boqueirão deu o troco da goleada no Grêmio Liquigás e venceu pelo placar de 1 a 0.

Até então, a oportunidade de classificação para a fase seguinte estava em aberto para a equipe do Danúbio e para o Nacional. Mas as duas últimas derrotas para Danúbio e Fanático, o time do Boqueirão perdeu a chance de ir adiante e realizar o sonho da classificação. No todo, o time do Nacional teve 6 pontos em 6 jogos, sendo que foram duas vitórias e quatro derrotas. Um dos pontos negativos da equipe do Nacional foi o sistema defensivo, pois o escrete do Boqueirão fez 5 gols e sofreu 15, tendo um saldo de - 10. Ao todo, a campanha foi de 33% de aproveitamento.

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