O vai-vem do mercado da Suburbana


A suburbana, que irá começar no próximo mês (junho), já tem movimentação de mercado entre jogadores e comissão técnica. Alguns chegam, outros saem e assim vai até o início do certame pra deixar redondinho o escrete. Nesta semana será definido o arbitral na sede nova da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Série A e B . O site Do Rico ao Pobre mostra alguns jogadores que ainda não fecharam acordo.

#SUBURBANA
Por Dudu Nobre e Rafael Buiar

O primeiro semestre do futebol amador de Curitiba teve duas competições, a Taça Paraná e a Copa Curitiba,  que envolveu times da Série A e B. Na maioria das vezes, competições como essas são consideradas como testes para o segundo semestre. Mesmo há seis anos sem um clube da capital não conquistar a Taça Paraná.

Dentre os participantes das competições do primeiro semestre, alguns escretes acertaram e outros nem foram tão felizes em algumas contratações. Além disso, alguns clubes tiveram o planejamento todo alterado. Caso da equipe do Nova Orleans, que trocou de treinador antes do término da competição. Mesmo não sendo esse o motivo, alguns jogadores que atuaram recentemente com a camisa  alviverde não irão seguir no elenco.

Dentre vários jogadores que estão acertando o futuro, selecionamos cinco atletas que estão negociando a procura de um novo time. Entre eles estão quatro que participaram na campanha do título do Nova Orleans no ano passado e um que vestiu a camisa do UNO em 2013, quando a equipe fez boa campanha naquela temporada.


Para não perder tempo na forma física, esse quinteto se reúne pelo menos duas vezes por semana sob a orientação do preparador físico Renan Albanus, que estava recentemente no Nova Orleans.  O preparador físico relata que a iniciativa partiu dos próprios jogadores. "Eles que tiveram a ideia e pediram uma ajuda. Então, nós procuramos se ajudar em relação a horário e o lugar mais próximo pra todo mundo. Por isso, fechamos aqui no terminal do Carmo", explica Renan. 

O preparador físico já conhecia boa parte da turma, por isso o trabalho não precisou iniciar do zero. "Como a maioria já estava treinando no Orleans, eu já tive a base do que eles estavam trabalhando. Agora, na areia eu treino mais força, velocidade e a parte da resistência. Ou seja, o treino é mais para dar uma pincelada, já que estavam treinando", comenta.

Partindo desta perspectiva, Renan também busca por um objetivo. "A expectativa é essa, ter um clube que eu posso desempenhar o meu trabalho. Mas agora é esperar um pouquinho as coisas acontecerem. Estou junto com os meninos e eles são os meus amigos. Nós vamos estar sempre juntos.  (Renan Albanus também atuou no Iguaçu e Vila Hauer)   

Confira os atletas:   

ZAGUEIRO - O zagueiro Eduardo Freitas (34), um dos líderes do grupo, relata o porque em treinar um pouco antes do início do certame principal do futebol amador de Curitiba. "Na verdade, como nós sempre jogamos juntos optamos por reunir quase que toda semana e acabamos  tendo a mesma ideia e decidimos aqui na caixa de areia do Carmo. Até pra não ficar parado no começo do ano, já que a Suburbana começa no meio do ano e a Taça Paraná em Março, para andar um pouquinho na frente dos outros", comenta Du. 

A temporada passada para o zagueiro foi excelente, que segundo ele o Nova Orleans mereceu a conquista. Partindo desta perspectiva, o bom futebol apresentado em 2014 pode ser o cartão de visitas para entrar em acordo com outro escrete nesta temporada. "Mesmo sabendo que nessa época a maioria dos times já estejam fechados, eu acredito, pois se realmente um time estiver disposto e precisando com certeza irão atrás", relata.
"O meu diferencial é a pro-atividade e a liderança que eu tenho com o grupo. Tanto fora, quanto dentro de campo o espírito é de equipe. Quando compro a ideia do time eu vou até o final e isso faz muita diferença em qualquer clube amador." (Eduardo Freitas, 34 anos, ex-Nova Orleans e com passagens por Paraná Clube, Capão Raso, União Ahú, Caxias e Iguaçu.)

LATERAL - Recentemente, Matusalém Machado, estava jogando pelo Grêmio do Liquigás. Em relação a isso, a parte física não será problema. Fato que é bastante enaltecido pelo lateral e que pode fazer a diferença. " A questão é que tem que se preparar, pois na Suburbana não podemos ir de qualquer jeito. Eu mesmo, no ano passado, não tive uma boa atuação por que não me preparei como deveria", relata Matu.

Este ano, a dupla Maia e Matusalém não irá atuar juntos pelo gramado da Suburbana. O meio campista Marcelo Maia irá vestir a camisa do Vila Fanny. Segundo o lateral, a amizade continua, mas agora seremos adversários dentro de campo.

"A experiência nós já temos, pois estamos jogando algum tempo juntos.  Agora, estando bem fisicamente da pra jogar em qualquer time." (Matusalém Machado atuou no Paraná Clube, Coritiba, Metropolitano - SC, Rio Branco, Serrano - PR, Andraus, Nova Orleans, Combate Barreirinha, Iguaçu, Operário Pilarzinho, Laranja Mecânica e Grêmio Liquigás)

VOLANTE - No outro setor do campo, também tem disponível o volante Alex Bílico, que na sua passagem pelo Orleans foi campeão em 2014 da Suburbana e disputou a Taça Paraná em 2015. 

Mesmo assim, depois da eliminação no primeiro semestre, o volante não quis saber de ficar parado. Fato que é enaltecido por Alex, já que no ano passado esse foi um dos diferenciais na temporada. "No meu caso que jogo de volante, que precisa de arrancada e tem que estar sempre bem pra marcar, a areia ajuda bastante. Por exemplo, no ano passado foi o meu diferencial, que fez com que eu jogasse um bom futebol e ajudasse o Orleans a realizar um boa campanha", analisa Alex. 

Além da parte física, Alex destaca outro ponto positivo deste grupo. "A união também pode ser um diferencial, pois foi o que aconteceu o ano passado no Orleans. Não foi só do nosso grupo, mas de todo mundo que estava lá e que compraram a causa. Sabemos que o futebol tem muito da qualidade, mas que essa parte do grupo também ajuda e muito. A vontade é sempre em vencer e ser campeão.
"O meu diferencial sempre é a vontade, pois quando estou dentro de campo sempre procuro dar o melhor de mim pra equipe que estou defendendo. Por isso, a pegada de um volante nunca irá faltar dentro de campo. (Alex Bílico, com passagens pelo Caxias e Vila Hauer, em que foi campeão na Série B em 2013."

MEIO DE CAMPO - Dentre os atletas que estão a procura de um clube para a disputa da Suburbana 2015, encontra-se o experiente Paulinho Alves, que pouco foi aproveitado no último ano. Mas quando entrou em campo apresentou um bom futebol. A quem o diga que daquele gol de falta na semifinal entre Santa Quitéria e Nova Orleans, em 2014, ele nunca irá esquecer. Confira o gol: https://youtu.be/9fO7jWrg5ZQ

O meia campista já é experiente no cenário da suburbana, que cada vez está mais competitiva. Mesmo assim, Paulinho tem uma missão para esta temporada. "Como eu digo, ano passado fui campeão, mas querendo ou não joguei pouco e esse ano queria provar o meu potencial. Quem sabe no final do ano parar, mas fechar com chave de ouro fazendo uma boa atuação seria uma honra", comenta Paulinho.

A parte física é um alicerce que pode dar certo para esta temporada. "Estamos desde fevereiro fazendo esse treino, que no final irá dar uma diferença muito grande na parte de dentro de campo pro grupo", explica o meio campista.
"Experiência e o conhecimento de anos jogando o futebol amador de Curitiba são o meu diferencial". (Paulinho Alves, 33 anos, Coritiba, Malutrom, União Bandeirantes, Iraty, Vila Hauer, Urano, Iguaçu, União Ahú, Independente, Caxias, Fanático, Sartori e Vila Fanny) 
ATACANTE - A última peça do grupo é atacante Allan Gaspar, que recentemente atuou pelo time do Nova Orleans. O atacante de 28 anos, foi titular poucas vezes, mas quando esteve presente sempre procurou ajudar a equipe alviverde, segundo Allan. "Mesmo com a eliminação no certame  estive fazendo gols e dando assistências, ajudando o Nova Orleans na Taça", comenta Allan. 

Quando se remete a idade entre seus os amigos de treino, Allan é o mais novo. Por isso, a vontade de jogar o Futebol Amador de Curitiba vai persistir por muito tempo. "Tenho muita lenha pra queimar e ser titular, já que no Orleans não fui bem aproveitado. Mas que nas oportunidades que tive eu cheguei e mostrei o meu papel", esclarece o atacante.  
"Sou jogador de grupo. Não causo atrito com os companheiros e vou para somar. Nunca para atrapalhar.) (Allan Gaspar, 28 anos, com passagem pelo o Fanático de Campo Largo)

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