O próximo passo é o acesso para Série B


O primeiro semestre do Tubarão não terminou como o planejado, pois o campeão do Campeonato Paranaense de 2014 caiu na semifinal do estadual e foi eliminado na Copa do Brasil. Mesmo assim, a campanha foi coroada com o título do Interior diante o Foz do Iguaçu, no Estádio do Café. Agora, o Tubarão irá disputar a 22ª edição da Série C do Campeonato Brasileiro. O time do norte do Paraná não disputa a competição desde 2005, quando terminou em 14º colocado. (Foto - Globoesporte.com)

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Por Rafael Buiar e Dudu Nobre

O certame deste ano do Campeonato Brasileiro da Série C tem 20 clubes na disputa pela uma das quatro vagas para o acesso tão desejado. Dentre escretes, dividido em dois grupos de 10, apenas uma equipe representando o estado paranaense, o Londrina que está no grupo B. O Tubarão, que ficou entre os quatro primeiros do estadual, quer repetir as conquistas do passado como o título de 1980 – Taça Prata. Mas para isso, o tão desejado acesso para a Série B tem que acontecer nesta temporada. A competição tem início em 17 de maio.

REGULAMENTO - Passadas uma década da última participação do Londrina, o sistema do certame é outro e mais extenso. No primeiro momento, as 20 equipes estão divididas em dois grupos, A e B, e os quatro melhores de cada chave avançam para a segunda fase do campeonato. Os dois últimos colocados de cada chave serão rebaixados à Série D. Já na segunda fase, os oito escretes classificados disputam jogos de ida e volta em sistema mata-mata. Os ganhadores de seus confrontos estão classificados à semifinal e serão promovidas à Série B em 2016.


TIME - A equipe do Londrina anunciou no começo do mês maio uma lista de dispensa e de contratações para o segundo semestre. Ao todo, a equipe alviceleste teve uma limpa de 16 atletas e contratou cinco novas caras. O time que atuou no estadual terá poucas alterações, em relação as dispensas. No meio de campo com Rone Dias (que substituía Celsinho) e Léo Maringá, e uma na lateral (Lucas Ramon). Além do trio, o escrete do Londrina terá um novo ataque com as saídas de Wéverton, Arthur, Hiago e Kanu. Somente Neílson permaneceu. Mudança que pode ter ocorrido com a falta de gols em alguns jogos do Campeonato Paranaense.


Até agora, as novidades no Tubarão são Paulinho, eleito o melhor lateral-esquerdo do Campeonato Paranaense do ano passado, Zé Rafael (Coritiba), Vínicius (Juventude), Magno (Parapuebas), Gustavo Xuxa (Grêmio), Patrik (Metropolitano - SC). Os retornos de emprétimos foram Maicon (Metropolitano - SC), Jardiel (Grêmio), Julio (Toledo), Robinho (JMalucelli) e Quirino (Foz do iguaçu).


ADVERSÁRIOS – A estreia do Tubarão é diante a equipe da Portuguesa, que sofre uma grave crise financeira e tem descido ladeira abaixo. Em poucos anos, o time paulista teve dois descenso no nacional e um no estadual. Na mesma competição, Divisão de Acesso do Paulistão de 2015, o Londrina terá mais dois adversário. O Guaratinguetá, que foi o lanterna da competição, e o Guarani de Campinas, que ficou na oitava colocação. Ainda na região sudeste, outra equipe que teve destaque nos estaduais espalhados pelo Brasil. O escrete do Madureira ficou em quinto no Cariocão, atrás de Fluminense, Vasco, Flamengo e Botafogo.

Em outra região, o time do Londrina irá explorar duas cidades de três times do Rio Grande do Sul. Brasil de Pelotas e Juventude, que caíram nas semifinais do Gauchão de 2015 e o Caxias que foi rebaixado para Divisão de Acesso do Rio Grande do Sul. Subindo de região, o Londrina irá enfrentar duas equipes mineiras. Dentre elas, o Tombense que ficou em quarto, atrás de Cruzeiro, Caldense e Atlético e o Tupi, que ficou em nono e eliminou o Atlético-PR na Copa do Brasil.


A CAMINHADA – O acesso para a Série B não é tão fácil como se imagina, já que o escrete do Londrina irá viajar ao todo mais de oito mil quilomêtros só na primeira fase da competição. A primeira viagem do Tubarão será na segunda rodada, com destino a Campinas, interior de São Paulo, a 523 km do Estádio do Café. Passados duas rodadas, o adversário será o Brasil de Pelotas com mais de 1,3 mil km. Na sétima rodada, a próxima viagem também será para o Rio Grande do Sul, mas para a cidade de Caxias com 889 km de Londrina. Sete dias depois, na oitava rodada, o time do Londrina irá para Minas Gerais enfrentar o Tupi com mais de mil km longe de casa.

No segundo turno, a estreia será na capital paulistana diante a Portuguesa, que tem a distância de 538 km do Estádio do Café. Passado um mês da primeira viagem para Caxias do Sul, o escrete do Tubarão irá viajar cerca de 880 km para desafiar o Juventude. Depois do duelo com a equipe gaúcha, o Londrina irá percorrer cerca de 1,2 mil km para enfrentar outra equipe mineira, o Tombense. Na 15ª rodada, o confronto será diante o Guaratinguetá, no Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite com 705 km do Café. Depois de dois confrontos em casa, o LEC terá na última rodada a equipe carioca, o Madureira, que tem aproximadamente 950 km de Londrina.



ESTÁDIOS – O Tubarão começa com um desfalque importante: a torcida alviceleste. Por causa da briga generalizada nas semifinais da Série D do ano passado contra o Brasil de Pelotas, o clube terá de disputar dois jogos com portões fechados e outros dois com torcida - mas a uma distância de 100 quilômetros da cidade. A opção mais cotada é o Estádio Willie Davids, em Maringá, que tem capacidade para pouco mais de 16 mil lugares - bem menos que os 30 mil que o Estádio do Café oferece.

Como visitante, o Londrina irá passar por quatro estados e percorrer mais de 8 mil quilômetros. O Tubarão não terá moleza no Rio Grande do Sul: terá como adversários o Brasil de Pelotas, com local indefinido devido à obras no Estádio Bento Freitas, e a dupla Caju (Caxias e Juventude), indo duas vezes a Caxias do Sul. Na serra, pega o alviverde no Alfredo Jaconi - capacidade para quase 24 mil torcedores - e o grená no Centenário, que tem pouco mais de 30 mil lugares.

O estado de São Paulo também estará no caminho do Londrina. No interior, enfrenta o Guarani no Brinco de Ouro - capacidade para quase 31 mil espectadores - e o Guaratinguetá no Ninho da Garça, que comporta 16 mil pessoas. Na maior cidade do Brasil, o LEC joga contra a Lusa no Canindé, que pode receber até 21 mil torcedores. Ainda no sudeste, o Tubarão enfrenta o Madureira (clube do subúrbio do Rio de Janeiro) no Aniceto Moscoso - onde cabem 10 mil pessoas -, e vai até Minas Gerais enfrentar o Tupi de Juiz de Fora no Helenão - capacidade para quase 32 mil espectadores - e o Tombense no Antônio Guimarães de Almeida, o menor dentre os times do grupo B - capacidade para pouco mais de Três mil torcedores.

PARTICIPAÇÃO DE 2005 - A equipe do Londrina só disputou uma vez o Campeonato Brasileiro da Série C e terminou em 14º, na classificação geral. Na época, o certame foi disputado na primeira fase com grupos regionais. O grupo 11 ficou com o estado do Mato Grosso do Sul, representado por Operário e Cene e no Paraná, Londrina e Cianorte.

A competição teve início em 31 de julho, com a equipe do Londrina vencendo de 4 a 2 a equipe do Operário-MS. Passados as seis rodadas da primeira fase, o Tubarão faturou 11 pontos ao todo. Dentre os embates, destaque para vitória diante o escrete do CENE, no Estádio do Café, que terminou em 4 a 1 para a equipe paranaense. Na segunda-fase, o time do norte do Paraná perdeu o primeiro embate de 1 a 0 para equipe do Distrito Federal, Paranoá. No jogo de volta, o time do LEC venceu no mesmo placar. Com isso, o confronto foi decidido nos pênaltis, que terminou com vitória do Londrina em 4 a 3.

Passado o susto, a equipe do Londrina deixou toda sua energia na fase anterior e não conseguiu bater o time do Ceilândia. O primeiro confronto foi no Mané Garrincha, com a vitória do Ceilândia em 3 a 0. Já em Londrina, no Estádio do Café, o Tubarão não teve forças para reverter a situação e perdeu de 1 a 0.

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