Maia e Matusalém, uma dupla (parceria) na Suburbana


O Do Rico ao Pobre retoma com a série "Histórias da Suburbana" entrevistando uma dupla do futebol amador da região metropolitana de Curitiba: Maia e Matusalém. Atualmente no Grêmio Liquigás, eles nos contam alguns detalhes que foram essenciais para jogarem juntos em vários escretes. A partir disso, buscamos retratar nesta matéria como o futebol possibilitou o fortalecimento de uma amizade de anos. Confira! (Foto: Jornal de Pomerode)

#ENTREVISTA
Por Rafael Buiar

O futebol tem personagens que se destacam individualmente e que levaram times nas costas. Em outros casos, alguns escretes foram beneficiados com aquela dupla que já ajudaram a levantar o caneco. Um exemplo que podemos citar é a dupla de 1994, Romário e Bebeto, da Seleção Brasileira com a conquista do tetra do mundial. Também temos a dupla Assis e Washington, que jogaram com a camisa rubro-negra e no tricolor carioca. É quando a união de dois craques faz a força e passamos a analisar os dois jogadores sem juntos, não mais individualmente

Partindo desta perspectiva, pudemos notar que também há uma dupla no futebol amador da nossa região, e que não é de hoje: Maia e Matusalém. Atualmente, eles estão disputando a Taça Paraná pelo Grêmio Liguigás, da cidade Araucária, e o entrosamento já é sinônimo da dupla, que já jogou pelo Operário Pilarzinho, Atlético Tupi – SC, Nova Orleans, Combate Barreirinha e Grêmio Liquigás.

O primeiro encontro aconteceu em 2010, quando Maia e Matusalém vestiram a camisa do Operário Pilarzinho para a disputa da 47ª edição da Taça Paraná. Desde então, já foram cinco anos e vários escretes em que atuaram juntos. Além da parceria dentro de campo, a dupla trabalha no mesmo local, em uma distribuidora, também desde 2010. Com isso, a amizade tem ultrapassado as quatros linhas.

Antes mesmo de jogarem ou trabalharem juntos, o caminho dos dois já havia se cruzado em disputas de categoria de base. Mesmo não atuando juntos no futebol profissional, o acontecido é lembrado até hoje. “Na época de infantil, eu jogava no Paraná Clube e o Maia no Coritiba, chegamos a fazer uma final em que o Maia levou a melhor”, relembra Matusalém.




Passados alguns anos, com inúmeros jogos e histórias para contar, a dupla relembra confrontos em que atuaram juntos. Os embates que ainda estão nas memórias dos jogadores são recentes. Porém, uma positivamente e outra negativamente. No caso do volante Maia, a lembrança não é muito boa. “As derrotas do ano passado com o Combate Barreirinha que seguiu com o rebaixamento foi um momento muito difícil para nós, que não será fácil de esquecer“, comenta Maia.

O meia direita, de origem, Matusalém, enaltece uma das vitórias em que a dupla participou. Dentre elas está a ótima vitória do Grêmio Liguigás (Araucária) diante o escrete do Nacional, em 7 a 2. Porém, o jogo mais marcante para o atleta não foi em campos paranaenses. “Acredito que nossa estréia no Atlético Tupi da cidade de Gaspar, Santa Catarina, foi uma partida marcante. O nosso time ganhou fora de casa de 3x2, além de irmos muito bem naquela oportunidade”, relembra Matusalém.
 

Nenhum dos dois são atacantes, por isso o gol não é de responsabilidade da dupla. Mas sabemos que, no mundo da bola, um golzinho pode acontecer independente de qualquer posição. “Sim, no próprio Combate no ano passado, pela Copa Paraná. Eu bati uma falta em que o goleiro rebateu e o Matu fez o gol de cabeça”, exalta.

Não muito diferente do Maia, Matusalém também lembrou do gol de seu amigo. “É difícil lembrar, pois já faz alguns anos que jogamos em diferentes clubes. Mas acho que no Tupi contra um time chamado Timbó, o Maia fez um golaço depois de uma tabela nossa”, acrescenta Matu.

Com tantos clubes juntos, é fato que com o passar dos anos a amizade entre os dois só tende a aumentar. Fato que é exaltado por ambos e que é um dos fatores para fechar um contrato. “Estamos há tanto tempo juntos devido a grande amizade que fizemos fora dos gramados. Nos contratam juntos devido a facilidade e conhecimento que temos nos clubes. Tomara que a parceria nos campos não acabe agora, pois é sempre um privilégio você jogar ao lado de um grande amigo”, relata Maia. Partindo desta perspectiva, o meia Matusalém comenta que a amizade ultrapassa das quatro linhas. “Ela vai além do futebol e também se formos jogar em clubes diferentes não quer dizer que acabou até por que pretendemos jogar mais alguns anos”, acrescenta.


Quem conhece a atmosfera do futebol amador sabe que é um mundo diferente em relação ao futebol profissional. Com isso, Maia destaca a importância e o por que de estar a tanto tempo em diversos clubes. “Jogar futebol amador é muito interessante, pois é uma competição forte de muita qualidade e amizade entre todos de todas as equipes, onde minha família sempre tá acompanhando, torcendo. Os clubes que jogamos praticamente o ano inteiro é praticamente a segunda família. A amizades que fazemos não tem preço”, completa Maia. Já Matusalém aproxima o amador do profissional: “O futebol amador é sensacional, pois temos uma pressão e cobrança de atletas profissionais. O clima de vestiário a paixão do torcedor é tudo muito intenso por isso futebol amador é apaixonante”, relata.

Por onde passaram...

No futebol amador, o volante Maia já atuou em 10 clubes: Vila Fanny, Iguaçu, Operário Pilarzinho, Combate Barreirinha, Trieste, Santa Quitéria, Bandeirantes (Colombo), Atlético Tupi - SC, Nova Orleans, Grêmio Liquigás (Araucária), Rio branco fut 7, entre outros poucos clubes profissionais que atuei, e categorias de base no Coritiba.

O meia direita, Matusalém Machado atuou no Paraná Clube, Coritiba, Metropolitano - SC, Rio Branco, Serrano - PR, Andraus, Nova Orleans, Combate Barreirinha, Iguaçu, Operário Pilarzinho, Laranja Mecânica e Grêmio Liquigás. Dentre os escretes que já vestiu a camisa, Matu destaca um que marcou: “Todos os times eram bons, mas um que marcou apenas foi a fase no time de 2013 do Nova Orleans fizemos boas apresentações por pouco ficamos fora da semifinal”.

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