Festa alviverde, UNO Bicampeão



Festa alviverde, UNO Bicampeão

A equipe do Nova Orleans lutou, apanhou, bateu e no final comemorou, e muito, com a torcida alviverde na Vila Capanema, ontem (17) na terceira partida da final da Suburbana 2014 . Depois de 20 anos, o UNO sente novamente o gosto de ser campeão do Futebol Amador de Curitiba. Já o escrete do Operário Pilarzinho teve o reconhecimento da torcida Tricolor e sai de cabeça de erguida do certame.
Por Rafael Buiar

Da segunda para terceira partidada final, o tempo foi de um pouco mais de 72 horas para a grande finalíssima. Ou seja, apenas um treino e muita conversa para preparar o psicológico do jogadores. Fato que foi visível entre as duas equipes, pois ambos os escretes estavam com tesão de ser campeão no Estádio Durival de Brito e Silva, que teve um ótimo público para os parâmetros do futebol amador.

O JOGO - Com bola rolando, os primeiros minutos do embate foi todo da equipe alviverde, que esteve no mesmo ritmo da última partida. O time do Nova Orleans marcou em pressão quando estava sem a bola, mas esta ação não foi muito praticada já que o maior volume de jogo foi todo da equipe do UNO nos minutos iniciais. Dentre os primeiros ataques, o time alviverde teve destaque pela lateral direita com Giovani que cruzou na área. Mas, a bola foi aliviada parcialmente pela zaga do Pilarzinho. Porém, o time do tricolor não conseguiu segurar a troca de passes na meia cancha. Assim, o lateral Victor teve espaço para entrar na área e concluir com perigo. Mesmo assim, Jura fez ótima defesa. Minutos depois, outra descida em velocidade do UNO pela lateral. Dessa vez, pela esquerda, em que Victor cruzou e a bola passou em frente a linha do gol. Pressão do Nova Orleans já incendiava a torcida alviverde, em poucos minutos de bola rolando.

Passado o momento de tensão para a equipe do Pilarzinho, o tricolor começou explorar a velocidade de WÁ, que nessa partida jogou mais avançado que as anteriores. Na primeira tentativa do baixinho, o camisa 11 foi parado com falta próxima do banco de reservas do escrete tricolor. Na cobrança, Bitoka, cruzou na medida para Molão que desperdiçou a oportunidade, em 10’ da primeira etapa. O jogo ficou movimentado depois desse lance, pois o atacante Wá começou a ser mais explorado por seus colegas de equipe. Não deu outra, agora pela direita, o baixinho cascudo fez fila até chegar na área do Nova Orleans, quando foi travado com falta, segundo o árbitro Rodolpho Toski. Na 'marca da cal', o cara da bola parada do Pilarzinho, Bitoka, cobrou e converteu. Sem chances para o goleiro do Nova Orleans, Rogério, aos 19’ da etapa inicial.

Com o gol do Pilarzinho, a equipe do Nova Orleans caiu de rendimento, a Camisa 12 cantava mais alto e o Tricolor encaminhava para ser o campeão da noite de quarta-feira (17). Mas se fosse só esse enredo o futebol não teria graça. Desta maneira, os ‘deuses do futebol amador’ proporcionaram outra história. A torcida do UNO que presenciou em bom número também, entoou cantos de motivação para os jogadores alviverde. – Eu acredito, eu acredito. A resposta foi imediata, o UNO recuperou a meia chanca e teve novamente o volume de jogo a seu favor. Mas desta vez, os contra-ataques do Pilarzinho foram mais perigosos, já que o Nova Orleans ficou mais exposto. Mas o gol de empate ocorreu antes do Pilarzinho ampliar o placar. Em jogada da direita, Éder tocou para Vitor, que viu Giovani livre descendo em diagonal na esquerda e só teve o prazer de rolar para o chute do camisa 10 e ir pro abraço com a torcida aos 47 do primeiro tempo.


SEGUNDA ETAPA- Com o placar em igualdade e com as duas equipes precisando vencer para não ir a disputa de pênaltis, os dois treinadores fizeram alterações em suas equipes. As duas no ataque. A primeira tentativa ofensiva no segundo tempo foi da equipe do Nova Orleans e com Vinicius, que só foi parado com falta. O craque do campeonato, Juliano, cobrou forte e rasteiro. O goleiro Jura defendeu, mas não segurou e quase complicou a zaga tricolor que afastou na sequência. Não deu outra, o camisa 8 do UNO começou a movimentar melhor no setor de ataque e proporcionou um Nova Orleans mais ofensivo. Destaque para a troca de passes no lado direito, que terminou com a assistência para o atacante Igor que desperdiçou ótima oportunidade de ampliar o placar, em 17’.

Nos minutos finais, o time alviverde, com mais gás, continuou a pressionar mais a equipe do Pilarzinho. Mas em jogada rápida no meio campo, Giovani percebeu a movimentação de Vinicius e tocou em profundidade. O camisa 16 foi agarrado para não poder progredir com a bola e ficar cara a cara com goleiro Jura. Não teve alternativa, o árbitro Rodolpho Toski expulsou o zagueiro Rodrigão. Com um homem a mais em campo, o UNO atacou, mas sem muita força não conseguiu o empate em tempo normal. Já o Operário Pilarzinho, cansado visivelmente, teve mais um expulso. O camisa 7, Thiago Oliveira.




PÊNALTISConforme o regulamento deste ano, caso tenha igualdade no placar da terceira partida,  o vencedor (campeão) será decidido em uma disputa de pênaltis. O escrete do Nova Orleans começou a disputa com Juliano, que converteu. Na sequência, o artilheiro do Pilarzinho, Bitoka, desperdiçou, chutando na trave. A segunda cobrança do Orleans foi convertida pelo Alan, já o tricolor perdeu outra com Molão. Na terceira cobrança, o lateral Buiu não conseguiu passar pelo goleiro Jura que defendeu com estilo. A defesa animou a Camisa 12, que comemorou com tiro convertido do volante Robson. A quarta cobrança pelo lado do UNO foi do goleiro Rogério, que converteu sem problemas, já no lado do Pilarzinho, Thomás também converteu. No último tiro do UNO, Tonton desperdiçou, para alegria do Jura que defendeu. Precisando fazer o gol para levar para as cobranças alternadas, Bastista fez o seu. o primeiro tiro alternado foi do camisa 16 Vinícius que calmo e tranquilo garantiu o gol. O mesmo não pode ser dito com o zagueiro Thiago Gbur, que desperdiçou e concretizou o título para o Nova Orleans, repetindo a façanha de 1994.



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