UNO vence e vai em busca do BI


A partida de volta da semifinal da Suburbana 2014 entre Santa Quitéria e Nova Orleans, no Estádio Maurício Fruet, no último sábado de novembro (29) teve clima de decisão, tensão e muita festa verde no final. Com mais de 90', o time da casa não conseguiu reverter o placar do jogo de ida e pior, ainda sofreu dois gols. A torcida do Quitéria estava lá para empurrar o time para a segunda final consecutiva, mas a paciência e a perseverança do UNO foram essenciais para o segundo triunfo diante o Santa Quitéria, o melhor time da primeira fase.

#SUBURBANA
Por Rafael Buiar

Com bola rolando, a equipe da casa foi quem tomou primeiro as iniciativas de ataque. Mas o que se deu pra perceber é que o volume maior do Santa Quitéria não foi o suficiente para assustar o goleiro Rogério e, principalmente, empolgar a torcida nos minutos iniciais. Mesmo assim, a torcida ‘Taliban’ não desanimou e colocou mais gás para empurrar o time da casa. A resposta aconteceu logo com dois ataques seguidos do Santa Quitéria. Inclusive, em um lançamento do sistema defensivo, em que Raúl dominou e tirou do zagueiro para ficar livre para o carimbo, que quase teve o destino esperado. Mas o goleiro do UNO, Rogério, aliviou o perigo com um toque sutil e conseguiu manter o placar fechado com 6’ de jogo.

A persistência do Quitéria continuou, mas a intensidade não foi a mesma. Assim, minutos depois do grande susto, em cruzamento da direita, a bola bateu na mão do zagueiro do UNO sem intenção dentro da área, para a reclamação dos jogadores do Santa Quitéria. Mas o árbitro Lucas Paulo Torazin mandou seguir a peleja, sem papo. A desorganização no time da casa já preocupava o treinador Luizinho, que gritou várias vezes com seus comandandos que não o obedeciam. Sabendo dessa oportunidade, o treinador Oliveira do UNO, conversou e apontou onde seus jogadores deveriam atacar a equipe adversária. Não deu outra, minutos depois o Nova Orleans passou a jogar em velocidade pelas laterais e em contra ataques. Porém, os ataques não foram suficientes para furar o bloqueio doss zagueiros, que bem postados tiraram todas.


Passados os minutos, o time do Quitéria conseguiu se segurar dos poucos ataques do time visitante e começou a organizar e segurar mais a bola no meio de campo depois das orientações do treinador Luizinho. Com isso, aos 19’, o time da casa tramou ótima jogada pela lateral direita, que sobrou para Fernandinho concluir. Mas a passada do camisa 10 não foi a mesma do trajeto da bola, para desespero da torcida e do time da casa que não aproveitou a ótima chance. Depois deste lance, a torcida inflamou. Por isso, os gritos e a batida na Bateria ecoaram mais fortes no Estádio Maurício Fruet a partir daquele momento.

Nos minutos finais, com o time um pouco acanhado no ataque e perfeito defensivamente, o Nova Orleans novamente utilizou os contra ataques para abrir o placar. Destaque para Igor e Edér que aproveitaram da sua velocidade, mas o desarme da dupla de zaga foram superiores ao dos atacantes do UNO. Assim, o primeiro tempo terminou com o placar fechado em 46’ de bola rolando.


SEGUNDO TEMPO – A etapa complementar foi diferente, já que a equipe visitante apresentou melhoras em relação a poder ofensivo. Mesmo assim, quem tomou novamente a iniciativa de atacar foi o Santa Quitéria. Aos 9’, quase que o zero saiu do placar. Mas o goleiro do UNO, Rogério, não quis saber dessa e fez ótima defesa. Sendo até aquele momento, o destaque da partida. O susto promoveu várias alterações, na equipe visitante.

O troca-troca demorou a dar resultados positivos, mas aproximadamente uns 15’ depois a equipe do Nova Orleans encontrou uma brecha. O camisa 10, Giovani, e o atacante Éder do UNO fizeram ótima trama, que terminou com a sutileza do toque de Juliano, que foi coroado com o momento único no Maurício Fruet abrindo o placar aos 32’ da etapa complementar. No momento da comemoração, a indícios de que alguns integrantes da torcida da casa atiraram objetos nos jogadores do UNO. Fato que proporcionou alguns minutos de bola parada. Ao todo, o embate ficou parado por mais de 40’.


Depois do pedido e do policiamento chegar, Lucas Torazin reiniciou a partida. A essa altura do campeonato, o confronto estava frio e o time da casa não teve forças para recuperar-se do pesadelo do gol sofrido. Diante disso, erros de passes e com nervosismo da torcida e comissão técnica foram os principais ingredientes para atrapalhar ainda mais a busca da reação para pelo menos empatar.

Enquanto isso, o time do Nova Orleans com a cabeça tranquila e peito estufado segurou a bola e ainda sofreu várias faltas próxima da área. Mas foi na jogada, que iniciou com Tonton lançando Éder em velocidade que foi parado com falta pelo último homem do Quitéria. Falta que originou cartão vermelho direto ao volante Aroldo, que pouco se justificou. Na cobrança, Paulinho Alves, que havia entrado a pouco, acertou um lindo chute e decretou números finais ao Estádio Maurício Fruet colocou a bola no ângulo de Jonas. Sem chances para o goleiro artilheiro, que só teve o trabalho de tirar a bola do fundo do barbante.


Final de jogo, Nova Orleans venceu dentro e fora de campo de campo. Triunfo que colocou mais uma vez, depois de 20 anos, a final da Suburbana. Do outro lado, a equipe do Santa Quitéria, que novamente chegou e não levou o caneco do certame. Agora pensa na próxima temporada.

Torcedor, apoie o time do seu bairro! Vá à um estádio da Suburbana.
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