O caminho inverso da temporada


Entre alegrias e tristezas, a Suburbana de 2014, que está na sua metade, teve a definição da primeira fase no último sábado (4) com a realização da 11ª rodada. O G8 não teve muitas surpresas, já que Operário Pilarzinho e Vila Hauer confirmaram a classificação. Do outro lado, na parte de baixo da tabela também não teve mudanças, pois Combate e Uberlândia foram os times rebaixados com uma rodada antecedência. Ambas as equipes só voltam a pisar nos gramados da Suburbana só em 2015.

Por Rafael Buiar

A primeira fase da Suburbana 2014 terminou no último sábado (4), que com os resutaldos já definiu os times que irão jogar a Série B de 2015 e os classificados para a próxima fase. As equipes de Uberlândia e Combate Barreirinha foram as que menos pontuaram na competição. Números que foram frutos da sequência de resutaldos ruins, problemas internos, troca de treinador e jogadores machucados. Além da maré de azar, que decepciou de vez os torcedores de ambas as equipes na penúltima rodada, já que com os resultados estavam matematicamente rebaixados antes de entrar em campo para o confronto.
LADEIRA À BAIXO - o que pareceu bonito nas primeiras rodadas, tornou-se um pesadelo nas últimas para a equipe do Uberlândia. Além do time do bairro do Novo Mundo entrar na zona do rebaixamento, o time de amarelo e azul sofreu nove derrotas em 11 partidas. Com o emocional abalado, o futebol da equipe do Uberlândia não foi o suficiente para mudar a situação. O goleiro titular do time, Bruno Martins, na sua visão refere que o caminho poderia ter sido outro caso a sua equipe não perdesse a terceira rodada. “Depois daquela derrota para o Santa Quitéria em que perdemos no último lance do jogo, com 7 minutos de acréscimo. Sendo que fizemos um excelente jogo, o melhor do campeonato na minha opinião, mas a derrota nos fez perder um pouco a força para o restante do certame. Caso tivéssemos saído com o empate, talvez a sequência do campeonato teria sido diferente”, analisa o camisa 1 do Uberlândia.

A equipe do bairro do Novo Mundo foi a que teve a maior sequência de derrotas durante a competição e os números retrataram negativamente a campanha do Uberlândia, que somou seis pontos em 11 partidas. Ao todo, foram 29 gols sofridos e apenas seis gols a favor. Além da última partida, em que perdeu de 7 a 0 para o rival Novo Mundo, a equipe do Uberlândia teve outras goeladas, como o embate diante o Trieste no Francisco Muraro, em Santa Felicidade, e para o Nova Orleans, no José Drulla Sobrinho. Ambas as partida terminaram em 4 a 1.
Com derrotas expressivas, o arqueiro do Uberlândia falou do desânimo do plantel no andamento do certame. “Conforme o campeonato foi passando as vitórias não aconteceram. Fato que fez perder a confiança e o foco necessário pra competição até não ter mais como sair da situação onde nós mesmo nos colocamos. Enquanto as equipes que começaram mal ganharam força ao longo da Suburbana, nós perdemos e isso foi determinante”, completa Bruno.

Mesmo sendo a equipe que mais perdeu no certame em 11 rodadas, o time do Uberlândia venceu uma a mais que o Combate Barreirinha. Sendo esse o critério de desempate com o rival da barreirinha. Ao todo, o time do Uberlândia venceu duas vezes. O primeiro triunfo foi diante o Operário Pilarzinho, na Vila Formosa, de virada em 2 a 1 e na rodada seguinte, a presa da vez foi o Combate Barrierinha, que com réves a diretoria demitiu o treinador Marcelo Leôncio.

Foto: Do Rico ao Pobre

O OSCILANTE - A outra equipe rebaixada em 2014 foi do bairro da Barreirinha, o Combate. Depois de duas temporadas figurar entre os quatro melhores do campeonato, o ano de 2014 foi um pesadelo para diretoria, jogadores e, principalmente, torcedores do time do Recanto do Tricolor. Mesmo sabendo que desde a primeira rodada a equipe já estava na zona do rebaixamento, já que derrotas seguidas foram complicando ainda mais a situação do Tricolor da Barrierinha. Em alguns momentos do certame, a equipe do Combate até manteve um bom ritmo durante as partidas, mas a maré neste ano não estava pra peixe para a equipe e o fato só foi confirmado na penúltima rodada com o rebaixamento de uma das mais tradicionais equipe do futebol amador de Curitiba.

O treinador Mario Ramos do Combate Barrierinha, que assumiu o comando na terceira rodada, analisou a temporada e concluiu que os primeiros jogos foram terríveis. Mesmo assim, Ramos não culpa o ex treinador e os jogadores pela não permanência na Série A de 2015. “Todos estavamos no mesmo barco e acreditavamos que tudo poderia dar certo, tinhamos um elenco que sabidamente não estava entre os 4 melhores, mas com certeza era a quinta força para a competição”, comenta Ramos.
O caminho pareceu mudar quando a equipe do Combate enfrentou equipes que estavam na parte de cima da tabela e que investiram alto nesta tempora, casos do Santa Quitéria e do Novo Mundo. Ainda frustado, Ramos lamenta as oportunidades desperdiçadas diante estas equipes. “Querendo ou não, contra as equipes do Novo Mundo e Quitéria nós abrimos o placar, mas nos acréscimos tomamos os gols de empate. Se fosse em uma fase boa, você pensa: Pô, estamos fortes, empatamos com os bambambam do certame. Mas na fase que estávamos, você sai do campo pensando: Realmente não vai dar. Olha o que acontece com o nosso time outra vez. E assim foi indo, com boas atuações contra equipes da ponta e perdendo pontos para quem não podia perder. Ex. o jogo contra o Pilarzinho também, pois estavamos em uma série de jogos invictos e perdemos tomando dois gols nos acréscimos. Acredito que esse foi o segundo divisor de água da nossa caminhada dentro do certame”, acrescenta Ramos.

Mesmo com a queda para a série B, Mario Ramos quer pagar está dívida com a diretoria e torcedores. No entanto, o Combate  poderá ter uma nova "chefia", já que no final deste ano tem eleição. Fato que não abala o desejo de reconsquistar o devido lugar do Combate Barreirinha, segundo Ramos. "Temos eleição no fim do ano e se essas pessoas tiveram a ombridade de mudar radicalmente o curso do Combate Barreirinha e continuarem a frente do clube, eu vou estar lá. Como falei para outros colegas da imprensa: temos uma dívida com nossos diretores e nossos torcedores de verdade que sempre nos apoiaram", conclui Ramos.

Torcedor, apoie o time do seu bairro! Vá à um estádio da Suburbana.
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