Nervosismo do UNO ajuda o Bangú


A terceira rodada da Suburbana 2014 aconteceu no último sábado (02) com seis confrontos. Dentre esses, o Do Rico ao Pobre esteve presente no embate do Estádio José Drulla Sobrinho entre Nova Orleans e Bangú. Jogo em que foi notável a disputa entre o nervosismo, que atrapalhou a equipe da casa, e a paciência, que ajudou o Bangú a conquistar a segunda vitória seguida no certame.

Por Rafael Buiar

Após o primeiro embate da tarde entre as equipes de base do Nova Orleans e do Bangú, no qual o time da casa saiu com a vitória de 4 a 1, a bola rolou na categoria adulta. A partida começou a todo vapor, já que o time da casa teve as primeiras ações ofensivas. Porém, os minutos iniciais de investidas não duraram muito tempo, pois o time do Estádio Monte Bérico respondeu se posicionando melhor no meio de campo, seguido com jogadas de contra ataque.

Foto: Do Rico ao Pobre
Aos 8’, o time da casa voltou à ofensiva. Desta vez com sequência de ataques pela lateral direita, mas o UNO mostrava nitidamente o nervosismo da equipe. Fato que atrapalhou por muito tempo as construções das jogadas na ‘meíuca’ e que deixou ainda mais furioso o treinador Lisboa. Desta forma, o time de Santa Felicidade aproveitou e abusou em lances perigosos de contra ataques. Com o nervosismo em alta aos 17’ do primeiro tempo, as faltas começaram a surgir com certa frequência no jogo. O Nova Orleans, exposto na retaguarda, insistiu em atacar o Bangú. Com isso, aos 23’, Roberto  do Bangú, em jogada individual pela direita, mostrou a todos que tem qualidade após driblar dois jogadores e partir em diagonal contra a meta do goleiro alviverde. Mas, para a tristeza dele e da torcida do Bangú, a bola bateu na trave e saiu na linha de fundo.

O lance levou à loucura o time da casa e os nervos ficaram ainda mais à flor da pele. Fato que ficou ainda mais comprovado pela ansiedade de não segurar a bola e fazer gol aos 29’, já que em um lançamento de Clóvis para o ataque, os atacantes se afobaram e perderam mais uma oportunidade. Minutos depois, o UNO seguiu atacando e nesta hora, foi a vez do camisa 11, Éder, perder mais uma oportunidade. Nos minutos finais da primeira etapa, o esperto Bangú se adaptou ainda melhor nos contra ataques e continuou a aproveitar o nervosismo da equipe da casa, respondendo em poucas vezes, mas com muito perigo, até o árbitro Lucas Paulos Torezin terminar a primeira etapa.

Foto: Do Rico ao Pobre
A volta para o segundo tempo pareceu um pouco tensa para a equipe da casa, pois se via nos olhares dos jogadores, assim como ao redor do campo, que o ambiente não estava legal. Em poucos segundos de bola rolando, Juliano do Nova Orleans quase provou o contrário e trouxe um momento de alegria à torcida, com uma bola na trave aos 10 segundos da etapa complementar. A comemoração não aconteceu, mas o momento de incentivar a esperança com certeza apareceu. Passados dois minutos, o jogo voltou a ter um lance de perigo, só que desta vez foi da equipe visitante que quase abriu o placar em um lance de falta. Aguerrido e bem postado defensivamente, o Bangú esperava bote certo. Porém, em alguns momentos de desatenção, a equipe do Nova Orleans teve alguns picos de força de vontade de alguns jogadores, o que fez com que várias roubadas de bolas acontecessem na intermediária do time do Bangú. Mas o espírito de dois a três jogadores não eram o mesmo do restante da equipe alviverde, que não souberam dar sequência nas jogadas e, pior, geraram vários contra ataques. Em um desses, um lance impedido, que gerou pouca polêmica da parte do visitante.

Após o lance duro de Roberto do Bangú em Tonton do UNO, o jogo mudou. A partir daí só um time jogou e foi o do Bangú. Aquele maior volume de jogo que era do time da casa passou a ser do time do bairro de Santa Felicidade, já que tomou as principais iniciativas de ataque e a vontade de vencer estava mais visível. Enquanto a cobrança do banco de reserva do time da casa crescia a cada minuto que passava, a desorganização dentro de campo do UNO só piorava, e a situação parecia não mudar. Apesar de tudo, o embate ainda continuava empatado até os minutos finais. Porém, em um lançamento direto da zaga para o ataque, Romarinho do Bangú só empurrou para o gol e agradeceu a oportunidade que não foi desperdiçada. 

Foto: Do Rico ao Pobre
O que nem era cogitado no início da partida acontece e deixa todo mundo do UNO de cara amarrada e sem forças para empatar a partida. Minutos depois, o árbitro Lucas Paulo apita o final do confronto. Final: Bangú vence a segunda no certame, enquanto o time do Nova Orleans perdeu novamente em casa, além do treinador Rinaldo Lisboa  anunciar sua saída do comando da equipe depois da derrota.


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