SÉRIE D: O início de uma escalada no Campeonato Brasileiro


Os Campeonatos Brasileiros das séries A, B e C já tiveram os seus ‘ponta pé iniciais’. Agora, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na metade do mês de maio a data de início da “última” divisão do certame nacional, a Série D. A competição terá duas equipes paranaenses, a campeã e a vice do estadual deste ano, que são Londrina e Maringá. Confira o ‘mini-guia’ deste certame:

Por Rafael Buiar

Depois de Maringá e Londrina brigarem pelo título estadual deste ano, chegou a vez das equipes do norte do Paraná se unirem para uma conquista inédita para o futebol paranaense. A Série D ainda não teve nenhum acesso de times do Paraná, mas pelo menos duas vezes bateram na trave. Caso recentemente do Cianorte e do próprio Londrina. Agora, a Série D inicia dia 20 de Julho, mas só dia 27 as duas equipes paranaenses entraram em campo. O Maringá, que está no grupo A7, estreia com o Guarani de Palhoça, no interior de Santa Catarina, já o Londrina que está no grupo A8, fará o seu primeiro jogo no Estádio do Café contra o já conhecido Metropolitano, também de Santa Catarina. Enquanto o dia da estreia não chega, a movimentação no mercado de as ambas as equipes estão bem agitadas. Mesmo assim, com o plantel das equipes paranaenses indefinidos, o Do Rico ao Pobre selecionou algumas informações essenciais para você torcedor paranaense estar ‘antenado’ na “quarta divisão do Campeonato Brasileiro”.

O regulamento é simples, já que o campeonato é dividido em oito grupos, sendo sete com cinco times e um com seis. Desta maneira, os times se enfrentam em dois turnos. Ao término da primeira fase, os dois melhores de cada grupo avançam para o mata-mata. Os quatro semifinalistas ascendem para a Série C do ano que vem (2015).

Foto: Autor desconhecido
- OS ADVERSÁRIOS
A equipe do Maringá, vice-campeã do Paranaense de 2014 terá como adversário o Guarani de Palhoça, que conquistou a segunda vaga de seu Estado, já que foi o terceiro colocado na Copa Santa Catarina. Fato que gerou polêmica entre a CBF e a Federação Catarinense de Futebol (FCF). Além desse imbróglio judicial, por incrível que pareça, o adversário do Maringá vai disputar a Divisão de Acesso do Catarinense também no segundo semestre. Entenda o caso clicando no link. Diferente disso, a outra equipe representante do grupo A7 é a Cabofriense, que teve ótimo desempenho no Cariocão deste ano, ficando na quarta colocação. Mesmo assim, o treinador Alexandre Barroso não se vangloria do fato e diz que seu time está no grupo mais equilibrado da competição. A outra equipe a desafiar a Zebra no grupo é o Brasil de Pelotas, do Rio Grande do Sul, que garantiu a vaga sendo campeã do interior do Gaúchão. Além desses adversários, o mais forte e perigoso que a equipe da Cidade Canção irá enfrentar, na teoria, será o atual campeão Paulista, o Ituano. Na teoria, porque não se sabe como o time de Itu está se reconstruindo depois das vendas de seus principais jogadores.

No grupo A8, em que o Londrina faz parte. O Tubarão terá adversário como o Metropolitano, que garantiu a vaga pela classificação final no Catarinense deste ano, já que foi a equipe com melhor desempenho entre os clubes ‘sem Série’ no Estado. Deste mesmo modo, o Boavista do Rio de Janeiro que ficou na quinta colocação do estadual também garantiu a vaga. Os outros dois times a ingressar no grupo são o Penapolense, que foi o segundo melhor time do Estado de São Paulo ‘sem série’ e o Pelotas, que como a Federação Catarinense de Futebol, a Federação do Rio Grande do Sul de Futebol também promoveu um torneio seletivo para uma das vagas para a Série D. 
- A CAMINHADA
A caminhada da Zebra rumo ao acesso à Série C terá o seu primeiro tiro em Palhoça, Santa Catarina. Assim, para enfrentar o Guarani a equipe do Maringá viajará aproximadamente 726 quilômetros.  Após duas rodadas em casa, o Maringá tem um tiro curto em Itu, pois é a menor distância que a zebra irá viajar, aproximadamente 562 quilômetros para desafiar o Ituano no Estádio Doutor Novelli Júnior. Na sequência, o Maringá irá percorrer mais 1 .197 quilômetros para enfrentar a Cabofriense, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. No entanto, a viagem mais longa será na última rodada da fase de grupos, que será o jogo contra o Brasil de Pelotas. O time da Cidade Canção irá percorrer cerca de 1.224 KM, para duelar o time xavante no Estádio Bento Freitas, no Rio Grande do Sul.

Do outro lado, a primeira batalha do Tubarão será em casa diante o time do Metropolitano, de Santa Catarina. Na sequência, o Londrina irá fazer a sua maior viagem na primeira fase, já que o embate será contra o Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, com seus 1.377 quilômetros da pequena Londres. Uma semana depois, o Tubarão terá outra longa viagem para percorrer. Assim, serão mais 1.047 quilômetros para desafiar o Boavista de Saquarema, no Rio de Janeiro. Depois de duas viagens longas, a equipe do Estádio do Café terá um sossego em relação a viagem, pois irá jogar duas vezes seguida em casa, uma contra o Penapolense e a outra diante o Boavista. O sossego ainda continuará na equipe do LEC, pois a viagem seguinte será de apenas 311 quilômetros para enfrentar o time da cidade de Penápolis. Depois de uma longa caminhada, variando entre Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, é a vez de desafiar o time de Santa Catarina. A bola da vez será o Metropolitano, no Estádio Monumental do Sesi, que aproximadamente será 611 km de Londrina. 

Edição: Do Rico ao Pobre
- OS ESTÁDIOS
A quarta divisão é repleta de times de várias regiões, que variam entre equipes de norte a sul do Brasil. Ao todo, o certame tem mais de 40 clubes espalhados por oito grupos. Nos grupos A7 e A8 as regiões a serem exploradas são o Rio Grande do Sul, mais precisamente na cidade de Pelotas, já que ambas as equipes irão desafiar times da cidade, como o Brasil de Pelotas e o Esporte Clube Pelotas. O Maringá irá desafiar no palco Bento Freitas, que atualmente tem 18 mil lugares disponíveis. Não muito distante, o Londrina vai até o Estádio Boca do Lobo, com capacidade de um pouco mais de 23 mil. Subindo para Santa Catarina, a Zebra vai desafiar no humilde palco do Guarani de Palhoça, que é o Estádio Renato Silveira com capacidade de 3 mil lugares. Um pouco diferente do rival, em relação a capacidade, o Londrina vai confrontar no Estádio Monumental do Sesi o Metropolitano, que tem 6 mil lugares. 

Saindo do sul do Brasil e partindo para a região sudeste, as equipes paranaenses irão ter ‘parada dura’ no caminho. O Maringá vai desafiar o atual campeão paulista, no Estádio Doutor Novelli Júnior, que tem capacidade de aproximadamente 18 mil lugares. Agora, na cidade de Penápolis, o Londrina estará no palco Municipal Tenente Carriço, que tem um pouco mais de 8 mil lugares. Por fim, o Estado do Rio de Janeiro, mas sem parar na cidade maravilhosa. O Maringá vai até a cidade de Cabo Frio, ‘pisar’ no Estádio Alair Corrêa da Cabofriense, com capacidade de 4 mil lugares. E uma das viagens mais longas do Londrina, o simpático Estádio Eucy Resende de Mendonça de 6 mil lugares, que será o palco para desafiar o Boavista.

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- OS ELENCOS
As duas equipes paranaenses seguem se reforçando, mas quem teve um desmanche maior foi a equipe do Maringá. Fato esse que até chegou a cogitação da desistência da equipe da Cidade Canção para a disputa da Série D. O time de Maringá ainda segue sem comissão técnica, pois a diretoria busca renovar com o técnico Claudemir Sturion. As principais perdas da equipe foram o lateral direito Reginaldo que acertou com o Coritiba e os atacantes Cristiano (Criciúma), Gabriel Barcos (Paraná) e recentemente o volante Léo Maringá, que vai disputar a Série D pelo Londrina. Além das perdas, aos poucos a Zebra vai montando o seu elenco e o primeiro reforço a chegar foi o lateral direito que veio do interior paulista, Thiago Gasparino.

Diferente do ‘rival’, o Londrina manteve uma base maior da perfeita campanha do Paranaense e perdeu poucas peças. Mesmo assim, o Tubarão se mexeu e contratou recentemente o meia Léo Maringá, ex-Maringá, e o atacante Bruno Batata, do JMalucelli. Além dos dois, o clube já havia apresentado mais três reforços para as duas competições que o LEC disputa, a Série D e a Copa do Brasil. Foram apresentados o goleiro Marcelo (ex-Operário) lateral-esquerdo Allan Vieira (Atlético Sorocaba) e o atacante Madison (Ex- Castelo-ES), justamente para substituir as perdas de Paulinho e Arthur, que saíram do Londrina.

Remanescentes da campanha do estadual de 2014
A 'briga' promete ser boa e sadia entre as equipe paranaenses, que com a conquista do acesso abrirão mais duas vagas para outras equipes paranaenses. Portanto, a sua torcida pelo futebol paranaense pode abrir uma vaga para seu time que ficou de fora neste ano, como o JMalucelli, Cianorte, Paranavaí, Operário e outras equipes que já participaram da Série D do Campeonato Brasileiro e não tiveram sucesso.


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