[A FINAL] O destemido Tubarão devora mais um animal silvestre no caminho e conquista o tetra do Paranaense


A final da 100ª edição do Campeonato Paranaense, que foi entre Londrina e Maringá, foi de igualdade nas duas partidas. Resultado que mostrou o equilíbro das equipes e que a decisão iria ser decidida no detalhe. Aquela decisão que o torcedor do time que ganha, comemora e extravasa conforme o sofrimento da partida. Mesmo fora de sua cidade, os 2 500 torcedores que estiveram presentes no Estádio Willie Davis, em Maringá, representaram toda a nação alviceleste e empurraram o Londrina  para o capitão Dirceu erguer a taça de campeão. Pois é, depois de 22 anos a torcida do Tubarão gritou “é campeão”.
#CRÔNICA
Por Rafael Buiar

Depois do empate em 2 a 2, na cidade de Londrina. A semana correu para o Tubarão, que ainda no meio de semana teve que eliminar o Tigre de Santa Catarina, em jogo válido pela Copa do BrasilEnquanto isso, a Zebra treinava e estava concentrada para a final do estadual, mas o que circulou foi o planejamento da entrega das faixas de campeão paranaense de 2014 em jogo amistoso com o Corinthians, pela imprensa local. Boato que gerou burburinhos e, claro, motivou ainda mais a equipe do Londrina. Deste modo, o clima do segundo jogo da final já iniciava quente. Aliás, fervendo e borbulhando de tensão para todos os lados. Com bola rolando, o Tubarão atacou primeiro, mas a Zebra, que não era a zebra no campeonato, atacou fortemente em uma blitz de 20 minutos pressionando o L.E.C. Neste período, surgiram inúmeras oportunidades para o time da Cidade Canção, mas o destaque foi mesmo o chute de Max, que foi na trave do arqueiro Vitor. Na sequência, um gol anulado corretamente pelo árbitro Fabio Filipus. Depois de dois lances quentes da Zebra, a equipe da casa passou a estudar mais para ver como seria o ataque ideal no Tubarão, que só se defendia. Assim, a presa ficou atordoada até os 22’, mas sobreviveu.

Foto: Felipe Rosa - Gazeta do Povo 
A partir disso, a equipe visitante reagiu e investiu em jogadas de velocidade. A primeira foi na descida do ‘Rei Arthur’, que vai deixar saudades, pela direita e tocou levemente para Joel, mas como não era a perna boa, desperdiçou a oportunidade. Já na segunda, caixão para o Maringá, pois o mesmo herói de quinta-feira (17), Maicon Silva, driblou todo mundo que estava à sua frente e tocou na saída do goleiro para abrir o marcador e fazer todo mundo gritar: “É gol do Londrina...”. Até os londrinenses que estavam nos bares de Londrina assistindo o confronto puderam comemorar e sentiram-se mais esperançosos para o tetracampeonato. A alegria do Tubarão acabou durando pouco, já que três minutos depois, em uma bola parada, a equipe de Maringá empatou com o gol do artilheiro do Campeonato Paranaense de 2014, Cristiano. Depois de igualar no placar, o Londrina voltou a ficar melhor na partida. Mas o volume na meia chanca não era o suficiente para segurar os contra-ataques da Zebra, que quase virou, com Cristiano. O atacante esteve cara a cara com goleiro, mas desperdiçou a ótima oportunidade. Passado o susto, o árbitro decretou o final da primeira etapa com igualdade no placar em 1 a 1.

Foto: Felipe Rosa - Gazeta do Povo 
Com o reinício da partida, os torcedores de ambos os times estavam ansiosos para ver o resultado da conversa no vestiário. O bate-papo surtiu efeito, principalmente, para a equipe do Maringá que reiniciou à todo vapor. Mas não demorou muito para a equipe visitante surpreender em contra-ataques, principalmente, com Joel e Arthur. Assim, com o relógio correndo e o placar empatado, o treinador que está a mais tempo no comando de uma equipe no Brasil, Claudio Tencati, fez a primeira substituição. Colocou mais gás no jogo, já que trocou atacante por atacante e depois o mesmo com os volantes.  Alterações no Tubarão que não ajudaram a equipe a fluir melhor na partida. Pior, o embate caiu muito de produção, já que muitas faltas aconteceram neste período da partida. Neste mesmo período, foi o Maringá que sofreu com a condição física de seus jogadores, principalmente, Barcos, que logo saiu. Fato inusitado, pois quem deveria estar nesta situação era a equipe adversária, pois jogou três dias antes da decisão.

Foto: Felipe Rosa - Gazeta do Povo 
Devido a isso, os treinadores aderiram às alterações que restavam.  Mesmo assim, o jogo não fluiu como deveria. As duas equipes não conseguiam terminar nenhuma jogada, pois erravam muitos passes na intermediária. Isso quando não era parada por faltas ou pela forte marcação do sistema defensivo das equipes. Com isso, o placar persistiu em terminar empatado até os 48’, quando o árbitro decretou que o confronto iria ser decidido nos pênaltis. Alívio ou não para os jogadores e tensão para os torcedores, que já não tinham mais unhas para roer. Contudo, foram necessárias todas as cobranças para definir o campeão de 2014. A equipe do Tubarão iniciou errando com Rone Dias, diferente do Maringá que converteu com Max. Na sequência, foram 100% de aproveitamento do Londrina nas restantes, pois Paulinho, Dirceu, Gilvan e o Rei Arthur converteram. Enquanto Pequi e Léo Maringá marcaram para o Maringá, Fabio Martins e o artilheiro do Campeonato Paranaense erraram, decretando, assim, o Tetracampeonato do Londrina.

Foto: Felipe Rosa - Gazeta do Povo 
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