[A CAMPANHA] Aos trancos e barrancos, o destemido Londrina chega ao topo em 2014


O caminho do tetracampeonato do Londrina iniciou no dia 14 de agosto de 2011, data que celebrou o retorno do Tubarão a elite do futebol paranaense. Acesso que foi garantido com a vitória sobre a equipe da cidade vizinha, o Nacional de Rolândia, no placar de 1x0. A partir disso, a SM Sports passou a acreditar mais no time e, claro, na tradição de sua torcida alviceleste, para chegar ao seu ápice dos últimos seis anos.
#COLUNA

Nos últimos quatro anos, a equipe do Londrina depois que venceu a Divisão de Acesso, montou uma base e se manteve entre as principais equipe do Estado. Na primeira tentativa, no campeonato de 2012, foi razoável, pois ficou na quinta colocação sem causar muito alarde da imprensa, mas a torcida estava lá apoiando. Já o certame seguinte, a equipe do norte brilhou, mas não levou. Mesmo assim, a torcida estava lá. Neste ano, com o regulamento diferente dos campeonatos anteriores, o Londrina jogou o básico e venceu quando mais precisava e, acredite, a torcida também estava lá. Na campanha deste ano, a vitória que foi mais significativa foi a última da primeira fase, em que o Tubarão venceu, e bem, o Coritiba, no Estádio do Café. Caso não vencesse, o Londrina iria disputar o Torneio da Morte. Por isso, a vitória diante o time alviverde foi o ponto de virada na competição. Depois deste triunfo e com a classificação na mão, bom, ai a confiança do título só aumentou.

Roberto Custódio - Jornal de Londrina
Na sequência, vieram dois times de Curitiba, fixando bem o confronto Capital versus interior. No duelo da quartas de final, o Londrina venceu facilmente com duas vitórias sobre Jotinha. Resultado que já garantia a disputa do Brasileirão da Série D, mas quem é que disse que o Londrina só queria ganhar a vaga da Série D? Bom, quem falou isso se enganou, pois veio o confronto com o time alternativo do Atlético e acredite, o Tubarão estava com sede de vitória. Na primeira partida, o Furacão tratou de esfriar os ânimos da torcida do LEC e venceu por 3 a 1, no Estádio Janguito Malucelli, em uma ótima partida de Marcos Guilherme do  Atlético (revelação do campeonato). Sim, a resposta do jogo atípico, se é que pode ser chamada assim, a derrota em Curitiba, veio no Estádio do Café. “Sim, em casa, pois quem manda em Londrina, é o Tubarão” – Disse um torcedor do Londrina . Isso por que a casa do Londrina só foi “bagunçada” por visitantes uma vez em todo o campeonato. Deste modo ficou claro que o Estádio do Café foi a principal arma contra os seus adversários.

Foto: Gazeta do Povo
Empolgado com a vitória em Curitiba, a equipe da capital até que fez um “marketing” ou um “treino diferenciado” para o atacante Adriano, o Imperador, que foi figurou no elenco alternativo do Atlético para a segunda partida da semifinal. Com a ‘mídia’ de olho, todos ficaram vidrado no camisa 30, mas esqueceram de falar que na cidade de Londrina tem um Rei e que conhece muito bem o time rubro-negro de Curitiba. Dito e feito, o Rei Arthur, junto a sua trupe, desbancou a chance do Imperador estrelar e dominar a pequena Londres. Assim, Londrina 4 a 1, fora o baile, queteve muita música da torcida alviceleste naquela noite de 2 de Abril, com14.762 de público. Assim, com a classificação para a final do Campeonato Paranaense, depois de duas décadas, o Londrina só tinha dois confrontos para decidir se era ou não o campeão deste ano. A primeira partida da final e última do campeonato no Estádio do Café foi linda de ver, pois o estádio esteve todo azul e branco, com a presença de 26.827 torcedores, sendo esse o maior público de todo o campeonato. O resultado da partida não foi como o esperado, empate em 2 a 2. Problema? Não, para a torcida do Londrina, que dias depois pode comemorar a classificação da Copa do Brasil e agendar a invasão no Estádio Willie Davis.

Foto: Pedro A Rampazzo
A cidade de Maringá, que também cheira café e relembra diversos capítulos da história do futebol paranaense, foi o palco da última partida do Paranaense de 2014, ou seja, a finalíssima. Quem vencesse estaria cravado na história do futebol das araucárias. Passada uma semana do primeiro duelo, a torcida do Tubarão foi representada por 2 500 torcedores no Estádio Willie Davis. Devido a proporção em relação aos torcedores visitantes da primeira partida, a do Londrina deu show, já que teve dois mil torcedores a mais que seu adversário. O principal motivo pode ser definido em uma palavra, TRADIÇÃO, será? Contudo, o confronto foi de rivalidade, aquela criada na época de ouro do norte do Paraná. Assim, com esse ingrediente, era óbvio que o jogo seria pegado e em certos momentos um jogo feio de se ver, mas o torcedor estava lá e queria gritar “é campeão...”. Pois é, os 90 minutos foram embora e ainda não sabíamos quem era o campeão de 2014. Deste modo, nada mais que justo uma decisão por pênaltis. Mesmo com tensão de ambas as equipes, foram necessárias dez cobranças. Rone Dias, o cara das bolas paradas do Tubarão, desperdiçou. Psicológico abatido? Não, pelo contrário. Ganharam mais forças, segundo o capitão Dirceu. Depois do erro, o Londrina foi 100% de aproveitamento nas cobranças, já o rival errou duas e decretou de vez o título para o time do Tubarão, com o placar final de 4 a 3 nas penalidades.

Composição: João Arnaldo

Festa que foi comemorada com muito amor e celebração das cores, que no hino do LEC diz: “O azul celeste da tua bandeira simbolizando o céu do Paraná, o branco, a paz de tua gente ordeira, que em outras terras sei que igual não há.” Agora, depois de 22 anos, o Tubarão pode comemorar o seu quarto título: 1962, 1981, 1992 e 2014. O teu brasão resume a tua história, na altivez da rama do café. Assim, o Londrina surgiste, oh! Grande Londrina do seio de um povo que tem muita fé. Sim, Londrina... Londrina... Londrina... Sabemos que estás presente em cada coração londrinense. O Caçula-gigante nasceste e hoje és o destemido tubarão. A sua torcida vibra em cada emoção e o que importa é o ideal em vencer, pois para a torcida, será sempre o campeão.

Foto: Robson Vilela
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