Ela (Maringá) voltou!


Depois de seis finais consecutivas em Curitiba, o Campeonato Paranaense terá outro local como a finalíssima do certame. Desta vez, a cidade de Maringá que foi “premiada”. A cidade Canção ficou ausente de uma final por oito anos, a última vez que isto aconteceu foi em 2006, quando o time do Adap disputou, e perdeu, contra o Paraná Clube – o último do Tricolor da Vila. Neste mesmo ano, o Coritiba também foi brecado pelo time na cidade de Maringá, mas diferente do último confronto do Estádio Couto Pereira, a partida foi decidida nos pênaltis.

#COLUNA
Por Rafael Buiar

Há quem diga, que a conquista da vaga para a final do Paranaense 2014 do Maringá foi devido a incompetência do time de Curitiba. Mas esqueceram de analisar, que a Zebra tem o melhor ataque da competição e recentemente conquistou o maior público registrado até o momento do campeonato. Campeão no ano passado da Divisão de Acesso e com outro nome – Metropolitano Maringá, a equipe tem 15 jogadores daquele elenco campeão. Mesmo assim, a Zebra foi confiante e compacta em toda competição, já que perdeu apenas duas vezes e, principalmente, diante o todo poderoso Coritiba, que buscava o pentacampeonato. Na campanha deste ano, a equipe do Maringá teve destaque, principalmente, do goleiro Ednaldo, o meio de campo Max e os atacantes Gabriel Barcos e Cristiano, que está brigando pela artilharia da competição.

Albari Rosa - Gazeta do Povo
Como o jornalista Gustavo Ribeiro citou no jornal da Gazeta do Povo, “um embate desproporcional – entre o grande e "rico" contra o pequeno e pobre.” A cidade é forte no esporte, não só no futebol.  Podemos notar o sucesso que a superliga de vôlei esteve fazendo na última temporada com o Moda/Maringá. Agora, o time de 2014 pode ter certeza que já entrou nos principais esquadrões da cidade, que teve época de ouro no cenário estadual, inclusive, no nacional. Exemplos como o time do Grêmio Esportivo e o Grêmio de Esporte Maringá. Ambos campeões em 1963, 1964 e 1977. Agora, voltando ao passado, precisamente em 1981, o ano que o Estado do Paraná teve a final da competição com dois clubes do interior. Por isso, o confronto foi denominado como a “final caipira”. Neste ano, o Londrina ficou com o título. Momento que não acontece desde 1992, em que o Londrina consagrou-se tricampeão e igualou-se ao total de títulos de times da cidade de Maringá. Esta oportunidade poderá acontecer novamente, caso o Tubarão passe pela equipe alternativa do Atlético.

A campanha de 77 foi difícil, mais árdua que a de 2014, que ainda nem terminou. O caminho começou no duelo contra a equipe do noroeste do Estado, o Paranavaí. O combate inicial foi visível que o caminho não seria nada fácil. Com isso, foram necessários 14 jogos para pelo menos ficar em quinto lugar do grupo norte e ir disputar a repescagem. O grupo da repescagem foi composto por, Paranavaí, 9 de Julho e Umuarama. Equipes que não foram suficientes para combater o Galo Maringá, já que o time conquistou cinco vitórias e apenas um empate. Como a equipe de Maringá foi pelo caminho mais difícil, ainda teria a última oportunidade para ingressar no quadrangular final e carimbar a vaga. O confronto final era com a equipe do Rio Branco, que foi campeã do grupo sul da repescagem. Em jogo de ida (3 a 0) e volta (1 a 1), o time da cidade canção foi melhor.
Arquivo - Diário do Norte
O quadrangular era composto por três equipes da capital – Coritiba, Atlético e Colorado - e apenas o Grêmio Maringá do interior. Mesmo assim, o Galo Maringá não ficou tímido e liquidou a fatura. Foram três vitórias, dois empate e uma derrota. Campanha suficiente para decretar como o campeão em 1977. O esquadrão do Galo Guerreiro foi composto por: Mococa, Wilson, Eraldo, João Batista, Murias, Reinaldo, Juarez, Paquito, Zé Roberto, Adilso, Pio, Wagner (Pai de Léo Maringá), Ticão, Ginaldo, Assis, Jean, Freitas, Carlos Alberto, Ézio, Wilfredo e Mingo.

Arquivo - Futebol do Paraná 100 anos
O ano de 2014 tem tudo para terminar com o mesmo final e premiar de vez a cidade de Maringá, que mostra cada vez mais que tem sede e saudades de títulos do certame local. Isso, que a nova representante da cidade canção tem apenas quatro anos de idade. Como diriam os mais íntimos, vida longa a Zebra.


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