Trieste: O campeão da Suburbana de 2013


A Suburbana de 2013 teve o terceiro jogo neste último sábado (07), no Estádio Maurício Fruet. Já que o time do Santa Quitéria teve uma grande recuperação  no  confronto da semana passada e venceu o Trieste em 3 a 2, no estádio do Novo Mundo.  Com isso, o Do Rico ao Pobre esteve presente na sua primeira finalíssima da Suburbana. Com casa cheia e um bom futebol apresentando de ambas as equipes, a final fez valer que a cidade de Curitiba tem mesmo, o melhor futebol amador do Brasil. Com todos esses ingredientes, acrescentando a prorrogação, o time do bairro de Santa Felicidade consagrou-se o campeão de 2013 e ergueu a sua 12º taça do futebol amador de Curitiba.

#SUBURBANA
Por Rafael Buiar

Mesmo com chuva, a torcida Talibãn representou em bom número para empurrar e soltar o grito de campeão, no Estádio Maurício Fruet. Assim, logo na entrada dos jogadores do Quitéria, um show de fogos de artifícios e muita fumaça verde e amarela para recepcionar a equipe tricolor. Festa que não desmotivou o time triestino, já que impôs bem o ritmo na partida e atacou nos primeiros minutos. Mas o lance que proporcionou mais perigo foi da equipe da casa com o volante Flamarion, que chutou rasteiro e forte, próximo do gol de Diego. Passados alguns minutos, o duelo se equilibrou. Com isso, muitas faltas de ambas as equipes. E em uma delas, aos 10’, originou um escanteio para o time visitante, cruzamento de Marquinhos e cabeçada certeira de Alisson, sem chances para Jonas, que não conseguiu evitar o primeiro gol da partida. Na sequência, o time da casa atacou novamente pela direita e em velocidade, quase empatando. Novamente, outra oportunidade com Flamarion, que chutou em cima do zagueiro.

Foto: Bruno Ribeiro
Com o placar na frente, o Trieste esteve bem postado defensivamente. Assim, a sua arma passou a ser os contra ataques, aproveitando que o Quitéria ficou nervoso depois do gol. Mas nenhum lance aproveitado, principalmente, por Pequi, que abusou de sua velocidade entre os zagueiros do time da casa, mas sempre desperdiçando as oportunidades. Aos 24’, Marquinhos fez lance magistral. Deu um chapéu no jogador do Quitéria e quando iria fazer o segundo, foi parado com falta. A partir desse lance, a chuva forte deu uma trégua. O que facilitou o toque de bola no chão para os dois times. Assim, a equipe da casa evoluiu em campo com jogadas em velocidade nos flancos. Minutos depois, a chuva retornou e o Trieste teve mais volume de jogo’. Nos minutos finais da primeira etapa, o jogo amorcegou no meio campo. As jogodas só foram paradas com faltas de ambos os times. Por isso,  o árbitro Rafael Traci decretou quatro minutos de acréscimo. Tempo suficiente para Pequi, ampliar o placar em 2 a 0 para o time visitante. Após o gol, ocorreu uma breve confusão entre os jogadores das duas equipes e Jonatas levou o cartão amarelo. Depois do tumulto, a árbitro decretou o final do primeiro tempo.

Na segunda etapa, as duas equipes retornaram com os mesmo jogadores que terminaram o primeiro tempo. Os atletas só ficaram nas orientações táticas de seus treinadores. Mas parece que  o treinador Luizinho do Santa Quitéria deu uma injeção de animo para seus comandados.  Pois diferente da etapa inicial, o time da casa partiu todo para o ataque. Mas a penetração estava difícil, pois a zaga do Trieste esteve toda fechada, dificultando as jogadas do time da casa. Com isso, Luizinho fez duas alterações. Colocou mais dois jogadores ofensivos, para diminuir no placar logo no começo do segundo tempo.

Foto: Bruno Ribeiro
Enquanto o ataque buscava diminuir o marcador, a zaga do time da casa se complicou batendo cabeças, principalmente, o zagueiro Haraldo. Pequi que não é bobo e nada, aproveitou o momento e chegou em velocidade na cara do gol, mas abusou da força ao encobrir o goleiro e perdeu uma ótima oportunidade de fazer o terceiro da partida. Na sequência, o camisa 9, Pequi, perdeu outro gol. A torcida de Santa Felicidade já começou a chiar com o atacante. Mas no futebol é assim, quem não faz, leva. Sim, isto aconteceu com a equipe do Trieste. Pois Jonatas ganhou a jogada na área e chutou forte. A bola foi entrando devagar, devagarinho. O goleiro Diego, ainda, quase que segurou bola antes de entrar, aos 13’. Na sequência, o camisa 10 da equipe da casa, Feijão, começou a desequilibrar a partida, pois em um chute forte e rasteiro quase empatou. Diego tirou com os olhos. Chute que animou ainda mais a torcida Talibãn e, principalmente, o time do Santa Quitéria. O treinador Luizinho, esperto, tirou um zagueiro com cartão amarelo, Zico, para a entrada de Ednaldo. 

Mesmo assim, com o Trieste recuado, Pequi foi o cara mais avançado. Todas as bolas de ataques passaram pelos seus pés. Já do outro lado, Feijão, que melhorou a produtividade, consequentemente, o time Santa Quitéria. Ainda mais, quando Bezerra do Trieste foi expulso em jogada dura na lateral, em cima de Leandrinho.  O treinador do time triestino, Ivo Petry, tratou logo de colocar um atacante no time de Santa Felicidade, já que perdeu toda a força ofensiva. Sacou Pequi, que estava cansado, e colocou o William, sangue novo na partida. No apagar das luzes, aos 45’, Feijão, inspirado, driblou três e no quarto foi calçado dentro da área. Rafael Traci deu penal que não teve reclamação dos jogadores adversários. Jonas colocou a bola na marca da cal e converteu, empatando a partida em 2 a 2. Passados os cincos minutos de acréscimos, o árbitro encerrou o segundo tempo. Resultado que levou a prorrogação. 

Foto: Bruno Ribeiro
Prorrogação
Na prorrogação, ambos os times já demonstravam o cansaço. Com isso, poucas jogadas de perigo, e principalmente, de velocidade. A primeira aconteceu com o time da casa, o atacante Dinda deixou para Jonatas chutar forte na trave de Diogo, aos 5’. Mesmo assim, a qualidade do jogo não melhorou, caiu por causa das faltas, principalmente na intermediária. Salvo as investidas do time da casa, que ainda surpreendia com bola de longa distância. Já nos minutos finais, da primeira etapa da prorrogação o time da casa fez valer a quantidade numérica em campo e trocou passes. Com isso, o placar do primeiro tempo da prorrogação ficou em 0 a 0 até o apito final de Rafael Traci.

No segundo tempo, a força ofensiva de ambos os times não aconteceu. Salvo, as jogadas do camisa 10 do Quitéria, que desequilibrou e abusou de sua habilidade na meia cancha. Mas Feijão sempre foi parado com faltas.  Quando não foram as faltas, as câimbras foram os fatores da paralisação da partida pelo árbitro, Rafael Traci. Mas aos 15’, no último lance do jogo, Marquinhos do Trieste, cobrou uma falta magistral, sem chances para Jonas e abriu o placar da prorrogação. Gol do camisa 11 que gerou muita festa da torcida do time de Santa Felicidade. Depois da falta convertida, o árbitro da partida, Rafael Traci, decretou o final do jogo. Resultado que consagrou-se o campeão da Suburbana de 2013 e pela 12ª vez, o Trieste de Santa Felicidade.

- Assista alguns dos lances do confronto de Santa Quitéria e Trieste:


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