Pelé, o melhor da Copa de 1970


A seleção de Zagallo foi uma festa de gols na Copa de 70. Foram 12 nos primeiros quatros jogos, com direito a vitórias em times considerados grandes na época, como Tchecoslováquia, Peru, Inglaterra e Uruguai. Dentre a chuva de gols do Brasil no país méxicano, brilhou um camisa 10 em vez do 9. Assim, com um futebol envolvente e de muita qualidade, Pelé foi escolhido o melhor da Copa do Mundo de 1970.  

#ARQUIVO COPA DO MUNDO  
Por Rafael Buiar

A Copa de 1970 foi repleta de emoções e quase não aconteceu no México, já que as rarefeitas altitudes mexicanas ficaram na pauta por muito tempo, principalmente, pelas federações britânicas - Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda e Irlanda do Norte, que não queriam a copa no México. Porém, um  dos fatores que levou o evento ser realizado no país mexicano foi a moeda. Sua moeda tinha mais influência que a dos argentinos - concorrente direto para ser sede da Copa. Assim, com a Copa do Mundo de 1970 definida no México, Pelé teve a grande oportunidade de provar de vez que estava “acima” de jogadores como Di Stefano e Puskas. Já que ambos tinham conquistado o título de melhor da Copa e atuavam em clubes da Europa. Fato esse que "discriminava" o atleta brasileiro, já que ele jogava pela equipe paulista, o Santos. Na Copa anterior, Pelé teve uma distensão muscular. Sua ausência causou um grande desfalque a seleção canarinha, que acabará de ser eliminado por Portugal. Após este jogo, o camisa 10 jurou que nunca mais iria participar de uma Copa do Mundo.

Foto: interiordabahia.com.br
Graça a Deus, Edson Arantes do Nascimento falou com a cabeça quente e mudou de ideia meses depois. Assim, mais maduro e preste a completar 28 anos de idade, Pelé quis fazer a mesma atuação que a Copa da Suécia, em 1958. Dito e feito, com determinação de um guerreiro, o habilidoso representou muito bem a camisa da seleção e ajudou a erguer a taça do tricampeonato.

Dentre toda a competição, o atleta do século começou a se destacar no confronto de estreia contra a Tchecoslováquia. Marcou o segundo gol, na vitória de 4 a 1 sobre os europeus. O lance foi bonito, matou no peito depois de um lindo lançamento de seu companheiro Gérson e escolheu o canto parar comemorar com um público de mais de 52 mil pessoas. Na mesma partida, Pelé deu passe para Jairzinho fechar a goleada. O mesmo aconteceu na vitória magra de 1 a 0 contra a Inglaterra. Três dias depois, Brasil e Romênia. Partida que o Rei deixou duas marcas, o primeiro de falta e o terceiro. Ainda teve gol anulado. Mesmo assim, o Brasil venceu os Romenos em 3 a 2.

Foto; EDBLOG – O blog do Edson
Desta maneira, a seleção brasileira foi a primeira colocada do grupo. Com isso, desafiou outra equipe sul-americana, o Peru. Partida essa que Pelé deu assistência para Tostão fazer o terceiro gol. Assim, o placar diante o Peru ficou em 4 a 2. Com a belíssima vitória sobre os peruanos, o Brasil avançou para enfrentar o Uruguai - ainda com aquela sensação do 'Maracanazzo'. Pelé não fez gol, mas deu assistência novamente para Rivelino fazer o terceiro gol e selar a classificação para a finalíssima contra a Itália, após vencer em 3 a 1 os uruguaios.

Há quem duvide, que a final contra os italianos foi a melhor partida de Edson Arantes do Nascimento, não tenha dúvidas. O Estádio Azteca recebeu mais de 107 mil torcedores, que tiveram a honra de presenciar uma grande final. Neste embate, Pelé fez o primeiro gol, com uma cabeçada magistral. E deu passe para o terceiro (Jairzinho) e também para o quarto (Carlos Alberto).


Com tudo isso, a seleção do Brasil conquistou o terceiro campeonato mundial. Além disso, o atleta do século recebeu o prêmio de melhor jogador da Copa de 1970.

Títulos
Santos
Campeonato Paulista: 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973;
Torneio Rio-São Paulo: 1959, 1963, 1964 e 1966;
Campeonato Brasileiro: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968;
Taça Libertadores da América: 1962 e 1963;
Copa Intercontinental: 1962 e 1963;
Supercopa Sulamericana dos Campeões Intercontinentais: 1968 e
Recopa dos Campeões Intercontinentais: 1968.

New York Cosmos
Liga Norte-Americana de Futebol: 1977.

Seleção Brasileira
Copa do Mundo: 1958, 1962 e 1970;
Copa Rocca: 1957 e 1963;
Taça do Atlântico: 1960;
Copa Oswaldo Cruz: 1958, 1962 e 1968 e
Taça Bernardo O'Higgins: 1959.



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