Didi, o "Melhor da Copa" de 1958


Continuando com a série o "Melhor da Copa" o blog Do Rico ao Pobre relata agora sobre a Copa de 1958, torneio que para o maestro Didi começou no último jogo das eliminatórias, foi o confronto contra o Peru. Duelo, que quem ganhasse garantia a vaga para a Copa do Mundo de 1958.


#ARQUIVO COPA DO MUNDO
Por Rafael Buiar

A copa do mundo de 1958 foi um recomeço para a FIFA, pois a 6ª edição esteve sem os principais “cartolas” da entidade desde a sua fundação O presidente Rodolphe Seeldrayer, que comandava a entidade desde 1954, morreu em outubro de 1955.Um mês depois do mesmo ano, o mesmo aconteceu com Henri Delaunay. Passado um ano, foi à vez de Jules Rimet, falecer com seus 83 anos. Desta forma, o reinicio aconteceu e o principal “chefão” da Fifa tornou-se o inglês Arthur Drewry. Já no inicio de sua posse, o inglês percebeu um problema. Neste caso, politico, pois a Guerra Fria – maiúscula – tomava conta dos Estados Unidos e União Soviética. O marco não estava em seu auge, mas já assustava o mundo. Devido a isso, algumas equipes não se apresentaram como deveriam na Copa do Mundo de 1958, pois atletas deixaram de representar seus países para estarem em outras seleções. Caso de Uruguai e Bélgica, que não quiseram participar da 6ª edição do maior torneio do mundo.

A Copa apresentou duas novidades ao mundo, até mesmo ao Brasil, pois poucos conheciam a dupla que apresentava uma “magia com a bola nos pés”, Garrincha (11) e Pelé (10). Ambos ajudaram a levar a seleção brasileira para a próxima fase, após classificar-se no grupo mais difícil daquela competição - Áustria, Inglaterra e a temida União Soviética, chamado de “grupo de ferro”. Mas o melhor da copa não foi nenhuma dessas revelações da competição e sim o maestro daquela equipe, Didi (6).


DIDI - Príncipe Etíope: A Copa para o maestro Didi começou no último jogo das eliminatórias, foi o confronto contra o Peru. Na primeira partida entre as seleções ocorreu empate na cidade de Lima, Peru. Desta  maneira, a vitória era fundamental para ambas as equipes na segunda partida, para, enfim, conquistar a classificação para a Copa do Mundo de 1958. Assim, com devida importância, o segundo duelo entre as seleções da América do Sul teve um público de aproximadamente 120 mil pessoas no Maracanã. Com o público ferozmente a favor, o Brasil vence com um gol de falta, no mais tradicional “Folha Seca’ de Didi. A partir daí, a seleção brasileira garantiu a classificação para brilhar nos gramados suecos.


Já na Copa, em gramados europeus, o meio clássico, como era considerado pela imprensa, conduziu a amarelinha em várias vitórias na competição mundial. Mostrou seu repertório fino ao Mundo, com maestria e liderança, até chegar ao jogo da final contra a seleção anfitriã (Suécia). A sua tranquilidade fez com que a seleção não se assustasse com o gol de Liedholm, o primeiro gol sofrido do Brasil na Copa. Desta maneira, após o gol da Suécia, o príncipe Etíope carregou a bola até o centro do campo para o reinício do jogo e, ao mesmo tempo, para não demonstrar nervosismo aos seus companheiros. Com este fato, a seleção virou o jogo para 5x2, no Rassunda, palco do primeiro título mundial do Brasil.


Títulos
Campeonato do Mundo        1958, 1962 (Seleção Brasileira)
Copa Rio de Campeões        1952 (Fluminense)
Taça Intercontinental          1960
Liga dos Campeões             1958/59, 1959/60 (Real Madrid)
Liga Espanhola                   1960/61 (Real Madrid)
Campeonato Carioca           1951, 1957, 1961, 1962 (Fluminense e Botafogo)
Torneio Rio-São Paulo         1962 (Botafogo)


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