Puskás, o ’melhor da copa’ de 1954

Puskás foi reverenciado como um dos maiores jogadores de futebol, tornando-se um Mito do esporte. Os 512 gols de Puskás em 528 partidas fazem dele o terceiro maior artilheiro do século XX.

Por Rafael Buiar

A Copa de 54 foi a primeira no continente europeu depois da segunda Guerra Mundial e com algumas diferenças da edição anterior (Brasil-1950), pois foi a primeira a ter jogos televisionados para alguns países (ainda em preto e branco). E não pára por ai, pois também teve recorde de média de gols (5,38 gols por partidas, somando 146 gols em 26 jogos)Outro fator que ficou marcado neste evento esportivo foi a conquista da Alemanha, pois só duas seleções haviam conquistado a Copa do MundoItália e Uruguai, a Celeste Olímpica teve a sua primeira derrota em Mundiais, desta vez, na semifinal para a Hungria. Mas, o que é mais lembrado desta Copa, é a derrota de um dos times mais míticos de todos os tempos: a Hungria de Puskás e Kocsis. Cheia de novidades na Copa do Mundo de 54, a seleção brasileira não poderia ser diferente, pois apresentou ao mundo a camisa amarela, sendo conhecida mais tarde como a ‘Seleção canarinho’. 

A Copa do camisa 10 da Hungria:
A estreia de Puskás na Copa de 1954 aconteceu contra a seleção da Coreia do Sul, na qual o meia marcou duas vezes e o placar final foi de 9x0. Já no segundo jogo do grupo, contra a Alemanha Ocidental (que escalou um time reserva, sabendo que não deveria vencer a partida), a Hungria venceu por 8 x 3 e Puskás marcou mais uma vez. Mas, justo neste jogo, o atleta sofreu uma entrada por trás de Werner Liebrich e torceu seriamente o tornozelo. Para muitos, a Copa acabava para ele ali. Mesmo assim, a seleção da Hungria venceu as Quartas e a Semifinal (jogos contra o Brasil e o Uruguai respectivamente ), ambas no placar de 4x2.

Na final, os húngaros enfrentariam novamente a Alemanha Ocidental, agora escalada com seus titulares e bem mais confiante, pois também avançou com goleadas nas partidas anteriores. A volta de Puskás aconteceu neste jogo, mesmo com o tornozelo machucado. E, por incrível que pareça, a estrela de Puskás estava presente, pois marcou aos 43 do segundo tempo, conseguindo empatar. Porém, o bandeirinha marcou impedimento. Assim, os germânicos, com bastante fôlego, souberam segurar a partida e venceram por 3x2, quebrando a invencibilidade húngara, e sagraram-se campeões.

A Carreira de Puskás 
Começou a carreira no Kispest, de 1943 até 1949, com 177 jogos e 187 gols. No mesmo ano, serviu ao exército húngaro, que sonhava ter um time. Desta maneira, nasceu o Honved, onde Puskas jogou mais seis anos, de 1949 até 1955, e, como é artilheiro, deixou 165 gols, com 164 jogos.Enquanto atuou pela seleção, o maior meio esquerdo da história do futebol anotou 84 gols em 83 jogos, ou seja, sua média é mais que um gol por partida.  Já com os clubes, conquistou vários títulos nacionais, tais como os anos de 1949-50, 1950, 1952, 1954 e 1955 pelo Honved.

Por ter abandonado o país (Hungria) em 1956, ele foi suspenso em 18 meses pela Federação Húngara. Após dois anos, Puskás deixa o time (Honved) e transfere-se para o Real Madrid da Espanha (1958 até 1966) , e sempre com a média alta. Assim, fez 157 gols em 182 jogos. Neste período, se naturalizou-se como espanhol para servir à seleção da Espanha na Copa de 1962.


Ao longo do tempo como jogador e ex-jogador, Puskás foi reverenciado como um dos maiores jogadores de futebol, tornando-se um Mito do esporte. Os 512 gols de Puskás em 528 partidas fazem dele o terceiro maior artilheiro do século XX. Deste modo, recebeu uma homenagem em 2009, que quando a FIFA criou o Prêmio Ferenc Puskás, entregue ao autor do gol mais bonito do ano.

TÍTULOS
Honvéd: Campeonato Húngaro: 1950, 1952, 1954, 1955
Hungria: Jogos Olímpicos: 1952
Real Madrid: Copa dos Campeões da UEFA: 1959, 1960, 1966.
Copa Intercontinental: 1960.
Campeonato Espanhol: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965. 
Copa do Generalíssimo: 1962


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