Clássico da Soja: Da época de ouro na década de 80 ao desparecimento nos dias atuais



Na terceira edição de 'Clássicos do Paraná', o blog Do Rico ao Pobre irá relatar - sobre os clubes rivais da região Oeste, os quais , este ano, completaram vinte dois anos de história de rivalidade. Denomina-se 'clássico da Soja', formado por Cascavel e Toledo, O clássico é considerado a terceira potência do estado, perdendo apenas para Atlético-PR x Coritiba (conhecido como Atlétiba) e também Grêmio Maringá e Londrina (conhecido como Clássico do Café).


#CLÁSSICOS DO PARANÁ
Por Rafael Buiar

A rivalidade surgiu no final da década de 70, sendo mais preciso no ano de 1979, quando o time do Toledo importou 11 jogadores e também a comissão técnica do Pinheiros (clube que deu origem ao Paraná Clube). A transferência de jogadores na época ocorreu a um pedido de licença do clube da Capital (Pinheiros) para a disputa do Campeonato Brasileiro. Assim, o Porco aceitou a proposta e preparou a equipe para as competições seguintes. No meio destes nomes, o destaque era o de Vaquinha e o de Paulinho, que mais tarde seria conhecido como Paulinho Cascavel.

Duelo da década de 80, onde o equilíbrio era forte.
FOTO: Blog Magela na área.
Com tudo isso, o time do Toledo subiu para elite do futebol paranaense e queria competir com os clubes da capital no mesmo nível. Neste mesmo ano, estava disputando a competição sem o rival, somente no ano seguinte, o confronto contra o Cascavel aconteceu. Deste modo, iniciou a rivalidade que, de certa forma, já foi polêmica e resultou parâmetros nacional. Neste primeiro jogo no Ninho da Cobra (em Cascavel), o atacante Vaquinha, do Porco, comemorou o único gol do Toledo na partida dançando com a bola no meio do campo, provocando a torcida adversária. Apesar da provocação, o Cascavel venceu pelo placar de 2 x 1. Desde então, a rivalidade só foi aumentando.

Símbolo da primeira fundação, década de 80
Ao completar 22 anos de história do clássico da Soja, as equipes se enfrentaram ao todo 40 vezes, sendo que 14 vitórias são do Toledo e apenas 11 são a favor do Cascavel, tendo o acréscimo de 11 empates. Nos gols, o Porco leva vantagem também, pois soma 38 gols a favor, contra 36 da Serpente. Dentre os 40 duelos, o que não se esqueceu pelo torcedor cascavelense foi do jogo de 1985, em que o time da Serpente faturou o confronto pelo placar de 4x1, resultado que é o maior entre as equipes. Já pelo lado do Toledo, o torcedor não se esquece do jogo de 2005, quando o time venceu por 3x1, garantindo a vaga a Série A do Campeonato Paranaense do ano seguinte.

O CLÁSSICO DE HOJE
Símbolo do ressurgimento do clássico da Soja, Anos 2000
As duas agremiações tiveram  fundações diferentes das atuais. O Toledo, tinha o nome como Toledo Futebol Clube, que foi fundado na década de 70, porém, logo deixou de ser profissional para seguir como clube social. Assim, surgiu o Toledo Esporte Clube em 1986, que também foi enfraquecendo na década seguinte, e em 1996 ficou extinto. Após oitos anos (2004), o Porco ressurge como Toledo Colônia Work, fruto de um projeto de duas empresas grandes da cidade – Organizações Work Serviços e Cervejaria ColôniaJá pelo lado do Cascavel, o principio da Serpente foi o Cascavel Esporte Clube, que foi fundado em 1979, e logo fundiu com outras equipes, Cascavel AS e SOREC. Deste modo, ficou como Cascavel Clube Recreativo, a partir de 2001. No entanto, esta troca e renascimento do clássico fez com que os torcedores ficassem em cima do muro, pois dificultou o crescimento da popularidade no clássico para os dias atuais, sendo totalmente diferente do que era na década de 80. Outro fator que deixa o torcedor desanimado é que o Toledo está na elite do futebol paranaense, diferente do Cascavel, que luta para o acesso de uma das vagas. Assim, é dificil a volta da fama do glorioso  Clássico da Soja.

OBS. A denominação de 'clássico da Soja' se resume ao fato das duas cidades serem grandes produtoras deste grão. Já o Toledo tem o mascote Porco, tendo referência ao principal prato da cidade que é o porco no rolete. Já o Cascavel tem a cobra da espécie que leva o mesmo nome da cidade e do clube.


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