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Um ano para o Andraus esquecer ou agradecer?


O Andraus chegou a temporada de 2017 com uma expectativa positiva por conta do vice-campeonato da Taça FPF de 2016 e a base mantida. No entanto, o escrete cinza-anil não conseguiu o acesso à elite estadual e passou longe de uma vaga a Série D do Brasileiro, terminando a temporada agradecendo porque as coisas poderiam ser piores.

  
#RETROSPECTIVA2017

O Gigante da Pedreira começou 2017 com um gostinho de quero mais. O vice-campeonato da Taça FPF deixou o clube de Campo Largo a poucos passos de uma vaga na Série D. Com a moral elevada, notou-se que era possível alcançar voos maiores. Edson Neguinho foi mantido no comando e alguns atletas, como Krismann, Flávio e Capixaba ficaram na equipe para a Divisão de Acesso. Logo de início, duas derrotas em casa que, junto a uma derrota por 3 a 0 para o ACP em Paranavaí, culminaram na demissão de Neguinho.

Em seu lugar veio Claudemir Peixoto, que possui vasta experiência no interior de São Paulo. Em sua estreia em casa, Peixoto levou o Andraus a uma improvável vitória diante o Maringá, que viria a ser o campeão, por 2 a 0. O resultado foi importantíssimo por conta da nova realidade que assombrava a Pedreira: um possível descenso. O fantasma poderia ter sido evitado mais cedo, porém o time de Campo Largo vacilou e permitiu empates nos minutos finais diante da Portuguesa Londrinense e Cascavel CR em casa. 

O escrete cinza-anil chegou a última rodada na zona de rebaixamento e só não foi à Terceirona por uma vitória longe de casa diante do Grêmio por 3 a 1. No fim, as vitórias contra times da Cidade Canção salvaram o Andraus e, junto ao aproveitamento de duas vitórias, dois empates e duas derrotas no comando de Peixoto, levaram o Gigante da Pedreira a disputar uma vaga na elite.


Porém, com jogadores pouco experientes no elenco, o Andraus foi carta fora do baralho no Grupo 2. Disputando uma vaga contra Maringá, Paranavaí e Cascavel CR, o escrete de Campo Largo só somou três pontos - frente a Serpente -, balançou a rede quatro vezes (todas no mesmo jogo) e sofreu 12 gols, se despendido da competição vendo a Zebra subindo com uma vitória no Atílio Gionedis.

O segundo semestre chegou e junto com ele veio a expectativa de fazer uma boa Taça FPF. Como o Andraus carrega em seu DNA o status de clube formador, um torneio Sub-23 poderia lhe render bons frutos, como foi em 2016. Mas, logo de cara, o clube enfrentou uma dificuldade que sempre o assombrou: a falta de estádios por laudos. 

Sem o Atílio Gionedis, o Gigante da Pedreira teve que mandar seus jogos em Iraty e Paranaguá, atuando em casa somente na sua última partida como mandante. No fim, foram apenas dois pontos conquistados como visitante, diante de Toledo e Operário, que foram perdidos no tribunal por conta da escalação irregular de um atleta, o que fez o escrete de Campo Largo encerrar o torneio com pontuação negativa.


Além da péssima participação, o Andraus chegou ao fim da temporada com o elenco visivelmente rachado e com algumas situações que foram expostas pelo atacante Flávio, no jogo diante o Foz. Os fatos são para ser esquecidos, mas a temporada merece um agradecimento especial pela manutenção na Divisão de Acesso, pois tudo tinha caminho para ser pior. Para 2018 a sirene já está ligada, e o Gigante da Pedreira estreia na Divisão de Acesso diante do Operário, no Germano Krüger, no dia 10 de fevereiro.
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